José Sette encerra Cinemamm em 2020
Em live, cineasta fala sobre sua carreira nesta quarta-feira, às 19h, pelo canal do Mamm no YouTube

O cineasta José Sette é o convidado da última edição de 2020 do projeto Cinemamm, que este ano aconteceu de forma virtual devido à pandemia do novo coronavírus. A live acontece nesta quarta-feira (16), às 19h, no canal do Mamm no YouTube, com mediação de Karina Orquidia, e na ocasião ele vai falar sobre o documental e o ficcional em suas obras. Este ano, o projeto integrou as comemorações de 15 anos do Museu de Arte Murilo Mendes.
O Cinemamm é um projeto que tem como objetivo apresentar a produção cinematográfica e suas diferentes perspectivas, oxigenando as discussões em torno da sétima arte. Este ano, devido à impossibilidade de eventos presenciais, a iniciativa teve apenas três encontros virtuais entre setembro e novembro, com as presenças, respectivamente, de Luís Carlos “Bigode” Lacerda, Adélia Sampaio e Fábio Zavala.
De acordo com Karina Orquidia, as edições virtuais ofereceram a oportunidade de troca de saberes com diferentes cineastas e realizadores audiovisuais, levando em consideração a necessidade de distanciamento social. Ela acredita, ainda, que as lives permitiram uma audiência maior por contemplarem quem provavelmente não poderia participar de forma presencial.
Carreira de José Sette
Nascido em Ponte Nova, na Zona da Mata mineira, José Sette também é poeta e pintor e morou por cerca de dez anos em Juiz de Fora, tendo parte de sua produção cinematográfica direcionada a grandes nomes das artes da cidade. Entre essas produções estão o média-metragem “A janela do caos”, sobre Murilo Mendes; o longa “O rei do samba”, a respeito da vida do compositor Geraldo Pereira; o curta “Ver Tiagem”, sobre o artista plástico Arlindo Daibert; e “Labirinto de pedra”, sobre o escritor Pedro Nava. Ainda em Juiz de Fora, realizou “Eu e os anjos”, “Paisagens imaginárias” e “Amaxon”.
A carreira cinematográfica de José Sette, porém, teve início no Rio de Janeiro, com o longa-metragem “Bandalheira infernal”, de 1976, seguido por curtas-metragens como “O mundo gráfico de Goeldi”, vencedor do Festival de Brasília. Ele também foi o diretor de produções como “Um filme 100% brasileiro”, sobre a chegada do vanguardista suíço Blaise Cendras ao Brasil na década de 1920, e o documentário “Encantamento de Camargo Guarnieri”.









