Pianista Guilherme Veroneze é o único brasileiro selecionado para tocar em concerto internacional em Paris
Guilherme Veroneze representa o país no Piano Revenge Festival nesta sexta-feira

O pianista Guilherme Veroneze, radicado em Juiz de Fora há 21 anos, realiza, nesta sexta-feira (17), sua primeira apresentação internacional, representando o Brasil na segunda edição do Piano Revenge Festival, que reúne mais de 40 pianistas e acontece em Paris (França), no Théâtre Île Saint-Louis Paul Rey.
“A cena do piano neoclassical é nova, mas vem crescendo desde a pandemia. Só que era muito focada no digital. E muitos pianistas gostam de tocar ao vivo, e esse festival vem reunindo pianistas mais atuantes da cena internacional na mesma semana de apresentações. Para mim. é muito importante fazer parte disso, venho me dedicando no lançamento de minhas músicas. Consigo marcar o meu nome ao vivo e em Paris, que é um centro cultural muito importante”, diz.
Sobre as expectativas para o evento, ele antecipa: “espero uma troca de experiências, poder me apresentar e firmar meu nome na música, além de conhecer outros pianistas”.
Em sua apresentação, Guilherme vai performar composições autorais, como ‘Entremares’, ‘Opus 8’ e ‘Poema de outono’. Suas músicas estão disponíveis nas principais plataformas digitais e já se tornaram trilhas sonoras de séries e filmes, como ‘O gambito da rainha’, da Netflix.
Desde 2020, ele desenvolve um trabalho na música neoclássica, com suas composições instrumentais se inserindo no contexto internacional da produção contemporânea de música clássica. Entre suas influências estão nomes como Philip Glass, Ludovico Einaudi e Yann Tiersen. Com sonoridade calma e contemplativa, o artista busca convidar o ouvinte à pausa em meio a uma vida cada vez mais acelerada.
Em fevereiro deste ano, Guilherme lançou o álbum ‘3 Gymnopédies | 6 Gnossiennes’, reunindo obras do francês Erik Satie, fechando um ciclo de interpretações e lançamentos deste compositor que começou em 2021. Já o álbum ‘Carpe diem’, de 2025, é seu lançamento autoral mais recente, com faixas que apresentam outros instrumentos além do piano solo, como faixas que mesclam o piano e instrumentos de cordas.

Sobre Guilherme Veroneze
Natural do interior de São Paulo e radicado em Juiz de Fora desde 2005, Guilherme conta que iniciou seus estudos no piano por acaso. “Minha mãe me matriculou numa escola de piano, porque havia uma brincadeira interna: meu pai chegou a ser jogador de futebol profissional e tinha essa expectativa sobre mim também, mas sou péssimo. E aí quando minha mãe me matriculou, meu pai ficou ‘nossa, mas piano?’, relembra.
Ele se apresenta profissionalmente desde os 14 anos, estudando também o teclado. Porém, foi na mudança para Juiz de Fora que o pianista se profissionalizou de fato, participando de vários grupos e apresentações, sendo também professor de piano. “Todos os meus estudos contribuíram para a música que eu faço hoje, para eu ter encontrado o meu estilo.”
Sua trajetória musical é marcada por apresentações em Juiz de Fora, como o Mamm em 2025, além de apresentações feitas no Cine Theatro Central e no XXXV Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, em 2024, ele também possui clipes gravados na cidade e na Serra de Ibitipoca. Ambos estão disponíveis em seu canal no Youtube.
Desde 2022, o pianista vem construindo parcerias com artistas nacionais e internacionais, realizando lançamentos autorais independentes e outros em parceria com o selo inglês Collaborative Records, o selo canadense enjou (anteriormente, Little Symphony Records) e com o selo australiano Soothe Sounds.
Guilherme tem em sua discografia trabalhos com compositores como o alemão Kjell Sonksen, na música ‘Opus X’; a canadense Cec Lopez, em ‘Anymore’; com o suíço Ahren Merz, em ‘Ultravioleta’; e com o estadunidense Stephen Weber, em ‘Passages’.
Nas plataformas digitais, o artista tem faixas com mais de 3 milhões de reproduções, como ‘Poema de outono’ e outras com mais de um milhão, como ‘Frater’ e ‘Opus 36’ no Spotify.
*Estagiária sob a supervisão da editora Gracielle Nocelli









