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Diário de bordo


Por Tribuna

13/11/2013 às 07h00

Fernanda (ao centro) com seus companheiros de viagem na escadaria de templo em Chiang Mai

Fernanda (ao centro) com seus companheiros de viagem na escadaria de templo em Chiang Mai

Bangkok foi a nossa primeira parada na Tailândia. A empolgação se misturava com o medo do desconhecido. Logo deu para sentir a agitação da capital, que culmina na movimentadíssima Khaosan Road. Você vai reconhecer: essa rua foi cenário para a noite de loucuras do segundo filme "Se beber, não case". Além de lojinhas e camelôs, há muitas opções de bares, e não faltam ofertas de massagens tailandesas, com cadeiras espalhadas sobre as calçadas.

De lá, seguimos viagem para a cidade de Chiang Mai. Depois de tanta informação para ser digerida em Bangkok, a ida para o Norte da Tailândia foi fundamental para compreender um pouco melhor a cultura do país e entrar no ritmo do Sudeste Asiático.

Chiang Mai tem centenas de templos budistas, a maior parte no centro histórico, que é cercado por um muro (tal como as cidades medievais europeias). O maior destaque foi o Wat PhraThatDoiSuthep, um pouco mais afastado, a 15km do centro. A escadaria de mais de 300 degraus que leva ao topo é ladeada por coloridas imagens da Naga, a serpente mitológica que protegeu Buda. No santuário, recebemos a benção de um monge, simbolizada por uma pulseirinha de barbante que levamos conosco.

Os mercados populares são a principal atração noturna das pacatas cidades do Sudeste Asiático, reunindo artesanato e entretenimento. Foi no mercado de Chiang Mai que vimos um show das "lady boys" – na Tailândia, como em alguns países vizinhos, a troca de sexo (com cirurgia ou não) é comum, e, às vezes, é difícil distinguir as moças nascidas mulheres daquelas transformadas.

Já em ChiangRai, o mercado noturno também rendeu experiências marcantes. Diante dos bares e barraquinhas de comida, o pessoal resolveu provar algumas das mais curiosas especialidades gastronômicas da Ásia: insetos fritos. Se me perguntar, prefiro uma pizza.

Mas sem dúvida, a melhor parte de uma viagem dessas é a oportunidade de se desligar do estresse da vida ocidental e se permitir experimentar um lugar tão estrangeiro.

 

Fernanda Castelo Branco, jornalista e autora do blog Vontade de Viajar