A magia chega ao fim

Confronto final entre Potter e Voldemort marca último filme da série
Depois de dez anos, chega ao fim nesta sexta a trajetória de Harry Potter nos cinemas. Estreia nas salas de exibição de todo o mundo o filme "Harry Potter e as relíquias da morte – parte II". A produção trará a batalha final entre Harry Potter e o grande vilão da trama, Lord Voldemort, que matou os pais de Harry e tentou assassiná-lo quando ainda era um bebê. Na história do último filme, Harry continua sua árdua busca, com seus amigos Rony Weasley e Hermione Granger, pelas "horcruxes", objetos mágicos que contêm, cada um, uma parte da alma do Lorde das Trevas, que só poderá ser morto quando todas estiverem destruídas.
A partir do lançamento do primeiro livro e, posteriormente, sua adaptação para os cinemas há dez anos, a trama de J. K. Rowling arrebatou fãs ao redor do mundo e tornou palavras como "expelliarmus ", "alohomora" e "Hogwarts" conhecidas por boa parte da população. Os sete livros que contam a história foram traduzidos para mais de 67 línguas e somam mais de 350 milhões de exemplares vendidos. Somente o trailer da segunda parte do fim da história já atingiu mais de 40 milhões de exibições no YouTube.
O início do fascínio
Desde 2000 acompanhando os lançamentos referentes ao bruxo, o professor Carlos Henrique Stopato, 23 anos, pretende ser um dos primeiros a ver o desfecho da série nas telonas. Na madrugada de quinta para sexta, ele irá se juntar a outros fãs da saga em uma sessão que começa à 0h01, tanto no Espaço Alameda de Cinema, quanto no UCI, no Independência Shopping.
O contato com a história aconteceu através da escola para Carlos Henrique. O livro "Harry Potter e a pedra filosofal" foi pedido pela professora como complemento ao conteúdo ensinado. Desde então, ele acompanha a saga do bruxo tanto nos livros quanto nos filmes. Na coleção, estão todos os livros, inclusive edições raras da primeira edição e a versão original do último capítulo. "Não aguentei esperar seis meses pela tradução e encomendei a versão em inglês assim que saiu."
Já a estudante de direito Rafaela Soares, 18, e a estudante de psicologia Maria Luiza Fonseca, 20, fizeram o caminho inverso. Ambas tiveram o primeiro contato com Harry Potter pelo filme e, a partir dele, conheceram os livros e desde então seguem acompanhando o desenrolar da história. Segundo Rafaela, o livro chegou a sua casa através do irmão Eduardo, quando ela ainda tinha por volta de 8 anos. Como ainda não se interessava pelas páginas, não deu importância para a história de Potter. Mas, quando foi ao cinema assistir à primeira adaptação, não se contentou apenas com as imagens e partiu para os livros em busca de aprofundamento na história. Já Maria Luiza atribuiu ao bruxo o desenvolvimento pelo hábito da leitura. "Posso dizer que Harry Potter me ensinou a amar a literatura. Comecei a acompanhar quando tinha 9 anos e cresci com o Harry. Acho que a autora foi muito digna ao fazer o personagem evoluir assim como os fãs. Infelizmente acaba agora, mas, se tivesse mais, ia continuar acompanhando", conta.

Expectativa
Em comum, os três possuem o encanto pela série, a ansiedade para acompanhar o encerramento cinematográfico e a frustração com o sexto filme. "Como fã, fui me decepcionando com os filmes, que passaram a retratar cada vez menos o conteúdo dos livros. Principalmente o sexto, que foi o ápice do desgosto, pois muitas informações importantes foram ignoradas. O ‘Enigma do príncipe’ é praticamente um prólogo do final da história e foi muito mal aproveitado no cinema", argumenta Carlos Henrique. Porém, na opinião de Maria Luiza, as obras são distintas. "Eu consigo separar na minha admiração o que é o filme e o que é o livro. Muitos fãs reclamam das adaptações, mas acredito que são peças diferentes. Só não gostei mesmo do sexto filme, que foi muito fraco.
Mas para os fãs, o fato da primeira parte de "As relíquias da morte" retratar de forma mais fiel os acontecimentos do livro é motivo de expectativa para acompanhar a segunda etapa da produção. "Eu gostei muito da divisão da história em dois filmes, pois foi possível dar mais detalhes. Mas isso também fez com que a ansiedade aumentasse de um lançamento para o outro", comenta Rafaela.









