Mergulhado em suas raízes e nos novos projetos, Suel retorna a Juiz de Fora com show neste sábado

Cantor resgata lado B da carreira em ‘De volta para 2002’, consolida a label ‘Pôr do Suel’ e destaca relação especial com o público mineiro


Por Mariana Souza*

12/12/2025 às 07h00

show do suel em juiz de fora
Cantor se apresenta neste sábado no 360 nas Alturas (Foto: Reprodução/Instagram)

Dono de uma das vozes mais suaves do pagode e da caneta por trás de sucessos nas vozes de grupos como Sorriso Maroto, o cantor e compositor Suel construiu sua trajetória traduzindo sentimentos em melodia e letra. Entre histórias de amor, dor e reencontros, ele se consolidou tanto nos palcos quanto nos bastidores, reconhecendo em cada composição um pouco do próprio DNA.

Em fase prolífica da carreira, o artista viu o “Pôr do Suel” nascer como um encontro intimista ao pôr do sol e se transformar em label que roda o Brasil com cinco horas de show, participações especiais e proposta de experiência. Ao mesmo tempo, revisita as próprias origens no novo audiovisual “De volta para 2002”, um mergulho nas raízes e nos lados B da trajetória, enquanto fortalece a conexão com o pagode atual em parcerias com Léo Santana, Vitinho e Ferrugem.

É nesse momento de resgate e expansão que Suel retorna a Juiz de Fora neste sábado (13), em mais uma edição do 360 nas Alturas, na Univértix, a partir das 15h, para reencontrar um público que, segundo ele, “sempre recebeu de braços abertos” e promete um show “quente”, guiado por sucessos que marcaram sua história e por canções que ainda ganham novas leituras nos palcos e nas plataformas digitais. Para a Tribuna, ele falou sobre o nascimento e a força do “Pôr do Suel”, o resgate do “De volta para 2002”, as parcerias recentes e a expectativa de reviver a troca com os corujas mineiros.

Leia a entrevista completa com Suel

Tribuna: Você é a caneta por trás de músicas que estouraram na voz de outros artistas, como o Sorriso Maroto. Como nasce uma música sua? 

Suel: A música para mim nasce de sentimento. Às vezes é uma melodia que aparece primeiro, às vezes é uma frase que me atravessa e vira letra. Muitas vezes vêm de histórias reais, minhas ou de pessoas próximas. Eu gosto de traduzir emoção em palavras e ritmo. Tem composições que, quando eu escuto na voz de outro artista, penso: “Isso aí tem meu DNA”. É uma sensação única. Quando escrevo para mim, eu me permito ser mais íntimo, mais pessoal.

O “Pôr do Suel” começou como um projeto de pôr do sol e hoje é uma label consolidada. O que diferencia esse projeto dos seus outros shows? 

O “Pôr do Suel” tem uma energia diferente. Ele nasceu com a proposta de ser um encontro leve e trazer proximidade ao meu público, com a vibe do pôr do sol, e acabou virando uma label que roda o Brasil. O que diferencia é justamente essa atmosfera: com 5 horas de duração, é cheio de participações especiais, pensado para ser uma experiência. Não é só música, é ambiente, é conexão e a experiência.

Você acabou de gravar o novo projeto audiovisual “De volta para 2002”. Em que momento você sentiu que era hora de revisitar essa fase da carreira?

Esse projeto é um mergulho nas minhas raízes. Eu senti que era hora de revisitar quando percebi que muita gente ainda se conecta com aquele lado B da minha trajetória, músicas que marcaram. “De volta para 2002” representa gratidão e resgate. É olhar para trás com carinho e mostrar que aquelas canções ainda vivem em mim. Teve música que me pegou em cheio na gravação, porque me trouxe lembranças fortes, quase como se eu estivesse vivendo de novo aquele início.

Você lançou recentemente parcerias com Léo Santana, Vitinho e anunciou com Ferrugem. Como esses encontros nascem nos bastidores?

Esses encontros nascem de afinidade.   A música é troca, e quando existe respeito e admiração, a soma acontece naturalmente. No estúdio, a gente se diverte, experimenta, e no palco a energia se multiplica. E, sim, pode esperar mais parcerias em breve — eu acredito muito na força da união dentro do pagode e da música brasileira.

Hoje o pagode está entre os gêneros mais ouvidos no Spotify Brasil. O que explica esse momento tão forte? 

O pagode sempre foi trilha sonora da vida de muita gente. Agora, com as plataformas, essa força ficou mais visível. O gênero tem melodia, tem letra que fala de amor, de dor, de alegria — é universal.

Além do “De volta para 2002”, você vem a Juiz de Fora encontrar um público que conhece bem sua história. Como você imagina esse show? 

Juiz de Fora sempre me recebeu de braços abertos. Eu imagino um show quente, cheio de emoção, porque o público mineiro tem essa intensidade. Tem músicas que, quando entram no setlist, eu já sei que vão mexer com os corujas mineiros — aquelas que falam direto ao coração, que eles cantam junto do começo ao fim. É sempre uma troca linda, e eu estou ansioso pra viver isso de novo.

Serviço

360 nas Alturas com Suel, Alquimia e convidados e DJs Mau Mau e Julia Torres
Neste sábado (13), às 15h
No Univértix (Rua Pedro Celeste 701 – Cruzeiro do Sul)
Classificação: 18 anos