Ubá promove Festival Intersessões
Com o tema “É preciso transver o mundo”, festival vai para sua terceira edição em modo híbrido


Transver o mundo é não colocar limites nas formas de pensar e fazer. Em Ubá, uma cidade de pouco mais de cem mil habitantes, em 2018, sem cinema na época, nasceu o Festival de Cinema Intersessões. A vontade era de movimentar a cultura da cidade e fazer com que filmes, tanto da região quanto de alcance nacional, chegassem aos ubaenses, para além das plataformas de streaming. No começo, as sessões eram no Fórum Cultural da cidade. Neste ano, em sua terceira edição, que acontece entre os dias 13 e 20 de novembro, o festival ganha espaço físico, o Cine Ritz, inaugurado durante a pandemia, e virtual, pelo site do evento: www.festivalintersessoes.com. O tema é “É preciso transver o mundo”.
“Nossa ideia é, realmente, cavar espaço e construir público”, diz Rafaella Lima, uma das idealizadoras do festival, que tem produção da Cabeça de Vento. Para isso, apoiados na possibilidade de maior alcance que o virtual proporciona, as mostras competitivas serão exibidas no site. Elas são divididas em nacional, regional e infantil, e o público poderá votar nos 19 filmes selecionados por Rafaella e Bruna Schelb também pelo site. Bate-papos com realizadores dos filmes das três mostras serão exibidos no YouTube do Intersessões.
Por outro lado, para fazer chegar à cidade longas-metragens recém-lançados, o festival leva ao Cine Ritz sessões gratuitas. O primeiro deles, no dia da abertura, será o documentário “Levindo Barros, mas podem me chamar de Levis”, em homenagem ao jornalista ubaense que faleceu na pandemia. A mostra infantil também terá sessão presencial no dia 15, com participação de Carol Almeida cantando trilhas sonoras de cinema.
Cinema e educação
Faz parte também da programação do festival o Programa Educação Audiovisual. Para ele, duas sessões de curtas nacionais com material pedagógico voltado para discussão sobre os filmes foram elaboradas, pensando em crianças de 5 a 10 anos. Qualquer escola, pública ou privada, pode ser inscrita, também no site. Rafaella acredita nessa junção entre cinema e educação, em que filmes críticos são apresentados de maneira a mostrar novos mundos às crianças e adolescentes. Esse trabalho é feito desde a primeira edição, antes de maneira presencial. “Sempre fez sentido ter as escolas com a gente por causa da formação de público e do próprio desenvolvimento das crianças”, pontua Rafaella. Mesmo on-line, ela acredita que é importante promover a ação.
Cavar público e envolver a cidade
Essa vai ser a primeira vez que o Festival Intersessões terá um cinema para apresentar os filmes e, ao mesmo tempo, as salas virtuais. Rafaella acredita que a presença proporcionada pelos festivais é, sim, importante, mas a possibilidade de aumentar o alcance dos filmes da região também chama a atenção. A própria cidade, de acordo com ela, foi se acostumando com a ideia do que o evento representa. “O público vai aumentando e, também, o envolvimento da cidade. Tinha gente que, antes, nem sabia o que era isso e, agora, já pergunta sobre.” Quando começou, ela sabia que o processo seria esse. A própria forma de receber filmes mudou. Antes, Rafaella chamava realizadores a participar. Dessa vez, além disso, a mostra competitiva recebeu cerca de 270 inscrições de pessoas de todo país.










