Desenhista lança livro nesta quarta no Museu Ferroviário

Alberto se inspirou no rosto da sobrinha para criar o desenho da protagonista de sua história
O desenhista juiz-forano Alberto Pinto está certo de que nem todo conto de fadas precisa ter fadas, bruxas, princesas e príncipes. Em seu livro “O sabonete da rainha” (40 páginas), lançado nesta quarta, às 18h30, no Museu Ferroviário, essas famosas figuras que rondam o imaginário infantil não fazem parte da aventura. De acordo com o autor, o evento terá direito a leitura teatral com os atores Marcus Amaral e Elenita de Paulo, acompanhados do violinista Carlos D’Carrera, além da presença ilustre de sua majestade, a Rainha. Para dar um clima de época, o local foi escolhido a dedo, inclusive os trajes dos intérpretes.
“Conta-se que em épocas antigas havia um Reino muito rico e poderoso, governado por uma Rainha amada e reverenciada por todos os seus súditos”, anuncia o autor na abertura da obra. “É uma história que eu criei enquanto estava lavando meu quintal e achei vários pedaços de sabonete jogados no chão. Juntando todos os resíduos, fiz um sabonete inteiro de várias cores. Embora eu não tivesse a ideia de fazer um livro ecológico, sempre fui muito ligado à questão da reciclagem do lixo. Acho que o ser humano é muito esbanjador e gastador, assim como a rainha. Ela tem um estilo de vida de excelência e nunca se preocupou para onde as coisas vão depois que passam por ela”, diz Alberto, afirmando que as palavras só foram para o papel tempos depois, quando veio a confirmação da aprovação na Lei Murilo Mendes. “Bolei toda a história na cabeça de uma vez só”.Alberto confidencia que a suntuosidade do ambiente que rodeia a protagonista acabou criando uma saia justa durante a produção das ilustrações. “Gosto de desenhar coisas simples, e, quando comecei a desenhar a rainha, tive um problema. O castelo dela era o mais bonito, o mais legal, tudo dela era maravilhoso. Então, não podia fazer um desenho muito simples. As coisas começaram a tomar uma proporção muito grande, e toda essa pompa vai desembocar num reles sabonete”, afirma o escritor, estreante no mercado editorial no ramo da ficção, mas já autor de outro título, “O doutor cegonha”. “Esse é mais didático, mais escolar.” As imagens foram executadas no estilo mangá, traçadas a bico de pena e coloridas digitalmente.
Outras aventuras do escritor e ilustrador, com experiência em redações de jornais de Juiz de Fora e na área educacional, estão prontas na gaveta. Quem tiver curiosidade para saber de onde veio a inspiração para a personagem principal de “O sabonete da rainha”, vale dar um pulo no encontro de hoje à noite. “O primeiro desenho da rainha que fiz era a cara da minha sobrinha sem eu pensar nisso na hora de fazê-lo. Ela está se sentindo a verdadeira majestade”, brinca o autor, cujas linhas e ilustrações têm a proposta de misturar o “tom pomposo da época renascentista com o inconfundível sotaque mineiro”.
O SABONETE DA RAINHA
Lançamento de livro nesta quarta, às 18h30
Museu Ferroviário
(Av. Brasil 2.001)








