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Musical celebra vida e obra de Vinicius de Moraes em Juiz de Fora

‘É melhor ser alegre que ser triste’ está na programação do Festival Seguros Unimed no Central


Por Beatriz Bath

10/09/2026 às 13h37

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Musical vem pela primeira vez a Juiz de Fora e conta a história de Vinicius de Moraes (Foto: Divulgação)

“É melhor ser alegre que ser triste”, espetáculo musical realizado em tributo ao poeta e artista Vinicius de Moraes, chega a Juiz de Fora nesta sexta-feira (11), às 21h. A peça faz parte da programação do 3º Festival Seguros Unimed no Cine-Theatro Central, com ingressos disponíveis no site do evento.

“É um cara que parece que espremeu 200 anos em 60”, brinca Fernando Cardoso, roteirista da peça. O espetáculo busca mostrar a vida de Vinicius em toda a sua intensidade e paixão, abordando desde histórias pessoais a composições musicais e poéticas icônicas de sua carreira, como “Eu sei que vou te amar”, “Bom dia, tristeza”, “Chega de saudade”, “Pra que chorar”.

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Foto: Divulgação

A ideia de homenagear o poeta veio, na verdade, de uma necessidade, segundo Fernando: homenagear e lembrar, além de apresentar canções que marcaram a música brasileira para as novas gerações.

“O espetáculo tem tido uma receptividade muito boa entre o público jovem, mesmo não conhecendo todas as músicas”, explica o roteirista. Em uma de suas últimas paradas antes de Juiz de Fora, a equipe de “É melhor ser alegre que ser triste” foi surpreendida por um público adolescente que, além de ficar até o final, também quis prestigiar o elenco, formado por Jane Duboc, Graziela Medori e Juan Alba.

Além deles, também estão presentes quatro músicos que ajudam a dar vida ao cenário do Rio de Janeiro das décadas de 1950 e 1960: Ogair Júnior ao piano e acordeom (também diretor musical e arranjador), Robertinho Carvalho no contrabaixo, Jorge Ervolini na guitarra e violão, e Giba Favery na bateria.

O roteirista destaca ainda a importância de estar presente em um festival, já que são iniciativas como essas que viabilizam a maior rotatividade do espetáculo. “A gente fica muito limitado ao eixo Rio de Janeiro e São Paulo, ambas capitais. Tem muitas peças que nem rodam, ficam só nesses locais.”

Fernando explica que isso não acontece por falta de vontade da equipe, mas por falta de apoio e condições para que o espetáculo viaje. “É melhor ser alegre que ser triste” é adaptável, o que significa que pode acontecer em teatros pequenos ou grandes sem sofrer perdas no enredo, mas o roteirista reconhece que essa não é a realidade para todos.

No caso de Juiz de Fora, o elenco e a equipe de produção estão ansiosos para conhecer o Central, que só viram por fotos. “Estou muito animado, vi fotos e parece ser muito lindo”, revela Fernando, que também nunca visitou a cidade.

Serviço

“É melhor ser alegre que ser triste”
Cine-Theatro Central (Praça João Pessoa, s/n- Centro)
Sexta-feira (11), às 21h
Ingressos disponíveis no Festival Seguros Unimed

*Estagiária sob a supervisão da editora Cecilia Itaborahy