Telhado do CCBM passa por nova intervenção para eliminar goteiras
A chuva prevista para o próximo final de semana será a oportunidade de testar os reparos realizados no telhado do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM) nas últimas semanas. Depois de ser constatada a persistência de algumas goteiras no espaço, novos ajustes foram realizados a fim de eliminar definitivamente o problema. Contudo, segundo o diretor do CCBM, Guy Schimdt, só haverá certeza de que os vazamentos foram sanados quando chover novamente. Não há como testar o telhado. Só quando chegaram as chuvas de dezembro é que conseguimos identificar um problema que não era visível, argumenta Schimdt.
Segundo o diretor do espaço, como o volume de água na virada do ano foi muito grande, algumas fissuras entre as telhas e no forro acabaram se agravando. Em apenas dois dias, choveu o que era previsto para uma quinzena. Mesmo assim, os problemas não chegam a representar 5% do que tínhamos anteriormente, afirma. Schimdt garante, entretanto, que a empresa responsável pela obra já fez os reparos necessários, conforme garantia de contrato, e que, caso sejam detectados mais problemas, haverá novas intervenções, sem ônus financeiro para o CCBM.
Schimdt destaca, ainda, que a condição histórica do prédio exige cuidados específicos. Como é tombado como patrimônio cultural do município, a construção centenária não pode sofrer modificações em sua aparência. Assim, a inclinação no telhado não pode ser corrigida e o estilo original das telhas deve ser respeitado. Trata-se de uma telha complicada, difícil de ser encontrada com boa qualidade, relata o diretor do CCBM.
Frágil, esse tipo de material também impede que as intervenções sejam feitas logo após as chuvas. Deve-se respeitar um período mínimo de estiagem, para que as telhas estejam secas, caso contrário, podem se quebrar facilmente.
A recuperação do telhado do CCBM integrou o conjunto de obras realizado entre o final de 2010 e 2011, em projeto aprovado pelo Fundo Estadual de Cultura (FEC). Durante a intervenção, cerca de duas mil telhas foram substituídas, e toda a estrutura de sustentação foi desinfestada – e trocada, quando necessário.









