Fazer e debater
Entre os dias 15 e 25 de setembro, acontece na cidade a I Bienal de Arquitetura da Zona da Mata e Vertentes. Promovido pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Núcleo Juiz de Fora (IAB), o evento irá exibir trabalhos de profissionais e estudantes. Segundo o presidente do IAB, Marcos Olender, a proposta ambiciosa vem sendo elaborada há algum tempo. Discutir arquitetura e urbanismo é discutir qualidade de vida, complementa ele, informando que o tema da bienal é a própria produção arquitetônica contemporânea da região. Essa é a primeira, por isso, está mais aberta. Era preciso fazer e debater.
O Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM) será ocupado pelas variadas atividades. Na Exposição geral de arquitetos, os profissionais poderão inscrever um único projeto em uma das quatro categorias: residencial (unifamiliar ou multifamiliar), empresarial (comercial, corporativo ou industrial), institucional (urbanismo, hospitalar, educacional e obras públicas) e interiores (interior, design ou paisagismo). O melhor em cada grupo será premiado, assim como o trabalho que mais se destacar de forma geral (Prêmio Arthur Arcuri). Os vencedores estarão automaticamente selecionados para a mostra do Departamento de Minas Gerais do IAB na 9ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, realizada entre os meses de outubro e dezembro.
Para participar, é preciso ter registro de arquiteto ou urbanista e ser atuante na Zona da Mata ou no Campo das Vertentes. O edital será aberto no próximo dia 11 e seguirá até 10 de agosto. Os interessados devem entregar ou enviar pelo correio a ficha de inscrição preenchida e assinada, o comprovante de pagamento da taxa e o material de apresentação da obra. A sede do IAB fica na Rua Espírito Santo 1095/302, Centro. Outras informações e o edital estão disponíveis no site www.iabjf.org.br. O evento incluirá também exposição e premiação para estudantes de Juiz de Fora e Viçosa (Prêmio Hélio Novak).
Paralelo à bienal, nos dias 17 e 18 de setembro, o II Seminário Caminhos para a Cidade trará nomes relevantes do cenário nacional – como, por exemplo, representantes do Ministério da Cultura – para refletir sobre a arquitetura e o urbanismo da região. De acordo com Marcos Olender, a intenção é saber o que mudou desde a primeira edição do evento, em 2008. Queremos, cada vez mais, interiorizar os debates, afirma Olender, acrescentando que a bienal é a primeira regional do país. A I Conferência Estadual de Arquitetura de Minas Gerais também está agendada para a ocasião, já que a iniciativa nacional deve acontecer até o final do ano na capital paulista.
A empreitada traz ainda exposições históricas, como Arquitetos modernistas de Juiz de Fora e Cataguases, que apresenta as trajetórias de Arthur Arcuri e Luzimar Cerqueira de Góes Telles. Na sala Juiz de Fora, o artista plástico Ramón Brandão expõe Juiz de Fora em maquetes. A mostra Dessinis e croquis – o poeta da arquitetura em Paris, com reflexões e desenhos de Oscar Niemeyer que já foram exibidos na cidade em 2008, também estará disponível ao público. Segundo Marcos Olender, a bienal deve ter entrada franca, com exceção dos seminários.









