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Ritmos JF: A nostalgia na discotecagem em vinil


Por Tribuna

06/02/2020 às 06h45- Atualizada 06/02/2020 às 19h38

logo frente de blocosDebutante no carnaval 2020, o Bloco do Bartô reúne três DJs que compartilham seus trabalhos com discos de vinil. No sábado dia 15, os DJs Alex Paz, Marcelo Castro e Pedro Paiva levam seus toca-discos e coleções para o Parque Halfeld. Suas pesquisas com os álbuns gravados no Brasil permitem perseguir um objetivo ousado: fazer a folia contando décadas de história da música popular e das mais diversas tradições do carnaval brasuca.

Um dos exemplos é apresentado por Pedro Paiva, que mostra marchinhas que vêm desde a década de 1940 até mais recentes, gravadas em 2014. Ele também pretende usar o disco “Polêmica”, que reúne músicas de Noel Rosa e Wilson Baptista da década de 1930.

A pluralidade é grande. O Bloco do Bartô deve dançar ao som de Martinho da Vila, Almir Guineto, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Ilê Ayê, Joge Ben e de sambas-enredo (“não vai ter como fugir da minha escola”, afirma Pedro).

A ideia é abusar da memória afetiva das pessoas. “Aquele samba que você conhece, você sabe cantar a letra, mas você nem sabe quem é o compositor”. Tudo isso, eles levam para o Café Muzik daqui a uma semana, no dia 13/2, onde vai rolar um esquenta do bloco a partir das 21h.

Nas palavras do DJ Pedro Paiva, “o carnaval tem uma linguagem própria, uma coisa de entrega”. Já a discotecagem tem também sua dinâmica, com mixagem e cortes que permitem tocar as pessoas por diferentes caminhos. “É uma proposta musical que se a pessoa se deixar levar, ela vai dançar, ela vai se entregar.”