Em busca do tempo perdido
O glamour dos anos 40 – quando foi construído para ser um cassino, que só funcionou por cerca de um ano – não volta. Mas, em um passeio pelo Palácio do Quitandinha hoje, dá para imaginar o que foram seus tempos de glória. Boa pedida para as férias da garotada. Abandonada por muitos anos, a construção imponente está sendo aos poucos recuperada pelo Sesc Rio, que adquiriu toda a parte térrea, subsolo e sobreloja em 2007.
Em uma visita ao local, observam-se obras por todos os lados. Os três salões sociais, por muito tempo alugados para festas de todos os tipos, estão sendo recuperados e deverão ser destinados apenas a eventos de grande porte.
Tudo é muito grandioso, dos lustres espalhados por quase todos os ambientes, alguns com pingentes de cristal de Baccarat, aos banheiros revestidos por mármore de Carrara. A fachada do Quitandinha em estilo normando era tendência dos grandes cassinos europeus. No interior, o prédio foi decorado pela americana Dorothy Draper com inspiração em cenários hollywoodianos e muitas referências ao Brasil.
Se o espaço foi erguido pelo mineiro Joaquim Rolla – proprietário de vários cassinos no Rio de Janeiro e Belo Horizonte – para ser o maior cassino-hotel da América Latina, hoje a meta do Sesc Rio é transformá-lo em um centro de cultura e lazer referencial para as Américas. O projeto está apenas começando.
Por enquanto, já abriga festivais de cultura, mas espaços como o Teatro, para 1.800 lugares, e o Café Concerto (antiga boate), para 280 pessoas, passam por reformas. Existe ainda a ideia de criar duas salas de cinema no antigo Salão Roosevelt, que abrigava exposição permanente da Indústria e Comércio nos anos 40 e ginásio esportivo na década de 60, quando funcionava no Quitandinha o Clube Santa Paula.
Em breve, as visitas serão guiadas em um roteiro que abrange quase 20 ambientes.









