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PJF realizou novas contratações para quadro temporário durante o período eleitoral


Por Talita Ribeiro

31/10/2012 às 17h04

Cerca de 10% dos 438 candidatos que concorrem a uma vaga ao Legislativo são servidores do município de Juiz de Fora. Isso significa que 41 funcionários estão afastados de suas funções em busca de um voto. E o cargo ocupado na Prefeitura, como em postos de saúde, escolas e núcleos municipais de atendimento à população, vem sendo usado como mote durante a transmissão do horário eleitoral gratuito. Exemplos não faltam. A candidata Juliana Costa Pereira (PSL) adotou seu local de trabalho como nome de urna: Juliana do Posto de Saúde. O supervisor do HPS, José Eugênio Gusmão (PR) tenta chamar a atenção dos eleitores destacando sua atuação na instituição. Paulo Milazzo (PDT) usa o título de doutor e se apresenta na propaganda gratuita com a vestimenta branca, como se estivesse pronto para o atendimento. Para outros, o título de professor é mais significativo que o próprio sobrenome, como o candidato Vagner Mendes, reconhecido apenas como Professor Vagner do PT.

 De  acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE),  a maioria das candidaturas em Juiz de Fora é composta por funcionários públicos, seguida por 36 concorrentes que declaram atuar no comércio e 21 empresários. Na atual legislatura, cinco vereadores fazem ou já fizeram parte do quadro do serviço público municipal: Francisco Evangelista (PP), José Fiorilo (PDT), José Laerte (PSDB), José Tarcísio Furtado (PTC) e Roberto Cupolillo (Betão-PT). A ele juntam-se os vinculados ao Estado de Minas Gerais: Ana Graças Rossignoli (PDT), Isauro Calais (PMN) e José Emanuel de Oliveira (PSC). Por categoria profissional, a maior bancada no Palácio Barbosa Lima é a de professores – Ana, Betão e os petistas Flávio Cheker e Wanderson Castelar -, seguida pela de médicos – Fiorilo, José Laerte e José Tarcísio.

 Com o déficit no quadro de funcionários, principalmente na área de educação e saúde, a Prefeitura precisou contratar novos profissionais, a fim de suprir a demanda no decorrer do período eleitoral. Segundo a secretária de Administração e Recursos Humanos, Ana Angélica de Andrade, as duas áreas são consideradas primordiais e tiveram o processo de contratação de profissionais substitutos agilizados, para que não ocorresse a interrupção dos serviços. "Recebemos a documentação requerendo a desincompatibilização, normalmente, na véspera do prazo estabelecido pelo TSE. Este é um processo rotineiro. Aqueles que atuam no setor administrativo, costumam organizar os seus afazeres de forma que os demais funcionários possam dar continuidade à demanda sem grandes dificuldades. Já para os profissionais da educação e da saúde, precisamos repor a mão de obra de forma imediata".

 Pela legislação, a desincompatibilização dos efetivos é obrigatória, não podendo o servidor continuar a exercer as suas funções e concorrer a um cargo eleitoral. Conforme explica a secretária, a remuneração é garantida aos concursados enquanto estes estiverem de licença. A lei não beneficia os profissionais com outro vínculo empregatício. Assim, os ocupantes de cargos comissionados ou contratados que desejarem disputar eleição são desligados, não sendo garantido o retorno para o exercício das funções, após o pleito.