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Lula inicia maratona de viagens para ajudar PT


Por Agencia Estado

31/10/2012 às 19h25

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início nesta quinta a uma maratona de viagens para fortalecer as campanhas do PT pelo País visando às eleições de outubro. Depois de passar o dia gravando para o programa político de candidatos petistas em São Paulo, Lula seguiu no final da tarde para o Rio de Janeiro para encontrar-se com o prefeito Eduardo Paes (PMDB). Candidato à reeleição, Paes compõe a chapa com o petista Adilson Pires como candidato a vice-prefeito.

O ex-presidente fará gravações em estúdio, mas pode atender a solicitação da campanha de Pires para aparecer em locais públicos. Ele se recupera de um câncer na laringe, mas foi liberado pelos médicos para viajar e fazer campanha. Nos dias 30 e 31 deste mês, Lula viaja para Belo Horizonte, em apoio à candidatura do ex-ministro Patrus Ananias, que disputa a prefeitura da capital mineira. No início de setembro, o ex-presidente vai a Recife. As duas capitais são consideradas estratégicas, juntamente com São Paulo, para os planos eleitorais do PT.

Os três candidatos – além de Patrus, Humberto Costa, de Recife, e Fernando Haddad, de São Paulo – estiveram nesta quinta com Lula no estúdio do publicitário João Santana para gravações da propaganda eleitoral na televisão e no rádio. Também participou das gravações o ex-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa, que concorre à prefeitura de Maceió. De acordo com Humberto Costa, o ex-presidente falou para as câmeras sobre os principais temas de cada cidade. Segundo ele, Lula irá a Recife duas vezes antes do primeiro turno. "Pernambuco é o Estado em que o ex-presidente tem a maior popularidade e ele sabe da importância de Recife para o PT", disse.

Em São Paulo, a participação de Lula na campanha de Haddad não terá eventos de rua, como carreatas e caminhadas. De acordo com o candidato petista, o ex-presidente deve participar apenas de comícios e atos com grande participação popular. "Vamos manter as gravações para a TV e, se tivermos condições de organizar atividades com cinco ou dez mil pessoas, vamos convidá-lo", disse Haddad. Um dos objetivos é preservar fisicamente o presidente, que ainda se recupera da doença. "O apoio na TV e no rádio é algo que funciona bem", concluiu