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Funcionários dos Correios ameaçam greve a partir desta quinta

Paralisação irá se iniciar a partir da meia-noite; 100% da categoria será convocada pelo sindicato de Juiz de Fora, entretanto, empresa dos Correios deverá definir funcionamento do serviço


Por Tribuna

31/07/2019 às 09h25- Atualizada 31/07/2019 às 11h10

A partir da meia-noite desta quinta-feira (1º de agosto), os trabalhadores dos Correios de Juiz de Fora poderão entrar em greve, aderindo ao movimento nacional, marcado para iniciar a partir das 22h desta quarta (31). De acordo com o diretor de formação e relações sindicais dos Trabalhadores em Empresas de Comunicação Postal, Telegráfica e Similares de Juiz de Fora e Região (Sintect/JFA), Reginaldo ‘Carteiro’ de Souza Freitas, a possibilidade de greve está sendo motivada pela “retirada de conquistas e de direitos, e pelo rebaixamento do salário através do aumento de compartilhamento no plano de saúde e ticket de alimentação”. Ainda conforme o representante sindical, a categoria irá convocar 100% dos trabalhadores à paralisação, sendo que o plano emergencial será definido pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Em nota, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) informou que a categoria está participando de reuniões com os Correios desde o início de julho, em busca da aprovação do novo Acordo Coletivo Trabalho. Entretanto, a empresa só teria apresentado “proposta de retirada de direitos e reajuste de 0,8%, bem abaixo do índice da inflação”. Desta forma, os trabalhadores reivindicam, além da reposição da inflação do período, “a manutenção dos direitos já conquistados, bem como revisão das mensalidades do plano de saúde e a não privatização dos Correios, por entender que se trata de uma empresa estratégica para o desenvolvimento nacional e patrimônio do povo brasileiro.”

Ainda conforme a Federação, os sindicatos irão seguir o calendário nacional que determina a realização de assembleias nesta quarta-feira, a fim de decidir se haverá adesão à greve.

A Tribuna também entrou em contato com os Correios e aguarda retorno.