Juiz defende restrição de acesso ao Fórum
O titular do Tribunal do Júri, José Armando Pinheiro da Silveira, manifestou nesta quarta-feira (30) preocupação em relação à segurança no Fórum Benjamin Colucci, no Parque Halfeld, região central. Em entrevista à Radio Solar AM, o juiz defendeu a adoção de medidas que garantam a integridade das pessoas que frequentam o espaço. Na terça-feira, um grupo de oito rapazes foi detido pelo Pelotão Forense de Polícia Militar, após causarem tumulto e pânico nos corredores do prédio. A confusão teria se originado com uma briga entre gangues, no lado de fora. Para fugir do grupo, um dos envolvidos entrou no prédio e foi perseguido, provocando correria no interior da sede da comarca de Juiz de Fora. Uma faca foi apreendida com um dos detidos. "A cidade vive um momento difícil de segurança, e um dos fatores para isso é a rivalidade entre gangues de bairros. As polícias Militar e Civil estão trabalhando para exterminar essa prática ilógica, em que um mata o outro apenas por pertencer a bairros diferentes", disse o magistrado, acrescentando que o Fórum, local democrático, também precisa tomar medidas de prevenção.
José Armando apontou que é preciso filtrar o acesso ao prédio. "Na Prefeitura, tem catracas. Aqui a porta é aberta, porque as audiências são públicas, mas não esperávamos a audácia dessas gangues. Foi um tumulto muito grande, algumas pessoas chegaram a pensar em incêndio", ressaltou. Ele defende que os quatro acessos ao Fórum sejam reduzidos para apenas uma entrada. "Nessa porta principal é preciso haver um detector de metal, e só policiais e pessoas devidamente identificadas poderão entrar armadas. É assim que funciona na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa". O juiz também citou que é preciso haver vigilância para identificar todos que entram no prédio e zelar para não existir acúmulo de gente nos corredores do Fórum, como forma de assegurar a integridade de magistrados, promotores, defensores, advogados, funcionários e público. As propostas serão encaminhadas para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais.









