Ponte do Bairro Retiro é refeita
As seis famílias – cinco da Zona Sul e uma da Norte – que ficaram desalojadas por causa do temporal de quarta-feira continuam impedidas de voltar para suas casas. A desocupação dos imóveis foi provocada por escorregamentos de terra, que colocavam os moradores em risco. Conforme a assessoria de comunicação da Defesa Civil, a orientação é para que as famílias afetadas só retornem para seus imóveis após serem feitas as intervenções necessárias.
A Secretaria de Obras finalizou, ontem pela manhã, a construção de uma nova ponte de madeira no Bairro Retiro, Zona Sudeste, permitindo que as cerca de 40 famílias, que ficaram ilhadas no local voltassem a circular normalmente. A estrutura antiga caiu na madrugada de quarta-feira por causa do temporal.
A ponte é a única passagem dos moradores das margens do córrego que corta a região. Impedidos de sair durante a quarta-feira, muitos não puderam trabalhar. Eu e meus três filhos tivemos que faltar ao serviço, o que é problemático, contou o pedreiro Antônio Homero. Já a overloquista Rosane Luiza Braga teve que enfrentar dor o dia inteiro. O meu sogro escorregou, fui segurá-lo e acabei torcendo o pé, e não tinha como ir ao médico. Só na manhã de ontem, depois que a estrutura foi concluída, Rosane conseguiu procurar atendimento.
O aposentado Expedito Lopes conta que não é a primeira vez que a ponte cai e afirma que os serviços feitos são sempre paliativos. Essa ponte nova deve ser uma obra temporária. Há muito, estamos pedindo uma solução definitiva. Segundo os moradores, uma reunião teria sido marcada para o dia 2 de janeiro com o secretário de Obras da Prefeitura, Jefferson Rodrigues Júnior, para discutir o que pode ser feito no local. No entanto, a assessoria de comunicação da pasta não confirmou o encontro nesta data. A informação, porém, é de que o secretário está aberto a receber a comunidade do bairro para discutir a questão.
Ocorrências
Ontem a Defesa Civil registrou 22 ocorrências, sendo cinco de orientação técnica, cinco de escorregamento de talude e três ameaças de desabamento. A maior parte dos casos aconteceu na Zona Leste (sete). As regiões Sul, Sudeste e Nordeste tiveram quatro registros cada uma, e a Zona Norte, dois.








