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Meio milhão de reais para campanha


Por Táscia Souza

30/10/2012 às 17h56

As tentativas de reeleição na Câmara Municipal, até agora, custaram mais caro que as campanhas do deputado Bruno Siqueira (PMDB) e da professora Margarida Salomão (PT), candidatos à Prefeitura. Juntos, os 19 atuais vereadores, todos em busca de um novo mandato, arrecadaram, em julho e agosto, um montante de R$ 575.970,16 – R$ 160.674,91 a mais que as doações contabilizadas por Bruno e mais do que o dobro da receita angariada por Margarida. Em relação à prestação de contas do prefeito Custódio Mattos (PSDB), que disputa a reeleição, a arrecadação dos 19 parlamentares corresponde a quase 80% do que entrou de receita na campanha do atual chefe do Executivo.

 Já em termos de despesas, os gastos para manter os mandatos no Legislativo também só não superam aqueles pagos pela campanha de Custódio. No caso, visando a ser reeleito, o prefeito declarou, na segunda parcial das contas, dispêndios de R$ 691.755,11 contra R$ 420.696 somados pelos detentores de cadeiras nesta legislatura. Quanto aos outros dois concorrentes à PJF pertencentes aos maiores partidos na disputa, a quantia é mais de duas vezes superior tanto aos gastos de Bruno, equivalentes R$ 202.563,90, quanto aos de Margarida, em R$ 194.178,62.

 A maior parte dos vereadores tirou parte dos recursos de campanha do próprio bolso ou contou com contribuições de familiares e amigos. Segundo os dados disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas o vereador Antônio Martins (Tico-Tico, PP), que ficou famoso no último pleito com o bordão "me ajude, me ajude, me ajude", não teve muito auxílio – ao menos não financeiro. De uma receitareduzida a R$ 1.465,56, o candidato arcou com R$ 1.100 (o restante foi doado pelo comitê de Custódio, numa prática natural aos candidatos ao Executivo de "socorrer" as campanhas dos candidatos proporcionais de cada coligação). Tico-Tico também foi o único que não contabilizou gastos.

 Na outra ponta, o vereador Rodrigo Mattos (PSDB) manteve a posição de maior arrecadador, posto que já havia conquistado em julho, na primeira prestação de contas parcial. Em dois meses de campanha, o tucano conseguiu arrecadar R$ 126.674,04, dos quais R$ 13.400 são recursos próprios. Rodrigo não utilizou ainda nem metade da verba, já que suas despesas até a segunda prestação de contas foram de R$ 50.454,22. Depois dele, aparecem no ranking os vereadores Francisco Evangelista (PP) – que obteve R$ 51.065,56 em doações e aplicou R$ 32.090,11 -, e Isauro Calais (PMN) – que arrecadou R$ 49.135, dos quais já investiu R$ 34.169,28. Além dos três, nenhum outro vereador-candidato angariou mais de R$ 40 mil para a corrida eleitoral.

 Entre os outros, quatro receberam mais de R$ 30 mil em contribuições, seis mais de R$ 20 mil e cinco acima de R$ 10 mil. Há doadores, como construtoras, que se repetem em prestações de contas de vários vereadores. A Synergia Empreendimentos, por exemplo, contribuiu até com os vereadores João Evangelista de Almeida (João do Joaninho, DEM) e José Emanuel de Oliveira (PSC), que defenderam, no ano passado, projeto de lei limitando a construção de prédios em bairros da Zona Sul.

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