Candidatos fazem campanha nas ruas de JF
A exatos 33 dias das eleições, os candidatos acirram o corpo a corpo com eleitores. A análise da agenda divulgada pelos concorrentes à Prefeitura até a última semana revela que, apesar de a campanha nas ruas ter sido liberada em julho, a estratégia só ganhou fôlego em agosto. Na última semana, por exemplo, todos os concorrentes realizaram ações do tipo. E, se o rumo da campanha continuar desta forma, a tendência é que neste mês os seis principais personagens deste pleito estabeleçam ainda mais proximidade com a população.
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| Victória Mello (PSTU) panfleta na porta das escolas |
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| Bruno Siqueira (PMDB) na feira de Santa Luzia |
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| Custódio Mattos (PSDB) caminha em bairros de JF |
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| Laerte Braga (PCB) em manifestação no Calçadão |
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| Margarida Salomão (PT) em reunião com aposentados |
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| Marcos Aurélio Paschoalin (PRP) divulga Iniciativa Popular |
Até o momento, a que mais se dedicou ao corpo a corpo foi Victória Mello (PSTU), que esteve presente em praticamente todos os atos de protesto trabalhistas, interagiu com camelôs e panfletou na porta de escolas e empresas. Desde que a campanha começou – no dia 6 de julho, Victória teve pelo menos 29 compromissos diários desse tipo. Em seguida aparecem Bruno Siqueira (PMDB), Laerte Braga (PCB) e Margarida Salomão (PT), "empatados" com aproximadamente quinze dias dedicados ao corpo a corpo. Marcos Aurélio Paschoalin (PRP) preferiu divulgar suas ações de iniciativa popular, e as aparições mais próximas do eleitor ficaram restritas, principalmente, ao Calçadão da Rua Halfeld, que ocupou 11 dos 13 dias de agenda voltados ao contato com a população.
Já o prefeito e candidato Custódio Mattos (PSDB) é o que menos realizou o corpo a corpo tradicional. De acordo com a assessoria do candidato tucano, como ele divide a agenda de campanha com as atividades da atual gestão, as aparições são menos frequentes do que as dos demais. Pelo calendário divulgado à imprensa, apenas três ações do corpo a corpo tradicional foram contabilizadas. Por ora, o candidato se dedica a visitar quase que diariamente as obras da Prefeitura, quando aproveita para prestar contas e ouvir as comunidades. Nesses quase dois meses, os compromissos de Custódio também tem incluído participações em eventos.
Um dos que mais diversificou as ações foi Laerte. Ele fez panfletagem, participou de manifestações, ações com comunidades em bairros e no Centro, além de ter realizado visitas a escolas, faculdades e unidades de saúde. "Ainda que você não possa atingir a todos e percorrer a cidade inteira, o corpo a corpo é fundamental. Como o PCB não tem as eleições como fim, mas como meio, a intenção não é só captar eleitores, mas conscientizar, apresentar o comunismo como uma alternativa", explica Laerte.
Bruno privilegiou, até agora, as caminhadas nos bairros e, conforme o coordenador de comunicação da campanha, Michael Guedes, elas têm papel estratégico. "Nossa campanha usa o conceito de que a cidade está parada e precisa se movimentar. As caminhadas incorporam essa ideia e mostram que a proposta do PMDB é abrir um canal de diálogo com a população. E isso não vai ocorrer só na campanha, pois é uma das intenções do projeto de governo." Para isso, Bruno conta com a ajuda intensa do vice Sérgio Rodrigues (PMDB).
Margarida tem investido nas caminhadas e reuniões de bairro. Além de ter participado de lançamentos de candidaturas de vereadores em diversas regiões, quando o corpo a corpo acaba sendo feito de alguma forma, em meados de agosto a petista começou a percorrer os bairros. A ideia é intensificar as ações este mês.
Dia de feira
Se o objetivo é encontrar com algum candidato à Prefeitura, um bom lugar para se frequentar é a feira livre. Dos seis concorrentes ao pleito, cinco já tiveram a visita a esse espaço como compromisso de campanha. Apenas o candidato à reeleição Custódio Mattos (PSDB) ainda não percorreu feiras da cidade com esse intuito. Só para citar como exemplo, Bruno Siqueira (PMDB) já esteve nas feiras de Benfica e Santa Luzia. Laerte Braga (PCB) foi na do Bairro de Lourdes, Marcos Aurélio Paschoalin (PRP) na da Avenida Brasil, Margarida Salomão (PT) na de Santa Luzia e Victória na de Benfica.
Margarida observa que, "na feira, você conversa com diversas pessoas, e essa troca de informações é muito importante." Já Victória e Paschoalin acreditam que, além da conversa individual, fazer campanha nas feiras é uma forma de as candidaturas que contam com menos recursos e tempo no rádio e TV se apresentarem à população. "É o lugar do trabalhador, que é nosso eleitor prioritário. Também é uma forma de massificar a campanha", reforça Victória. O coordenador de comunicação da campanha de Bruno, Michael Guedes, explica que a feira é um local importante, por ser o ponto de encontro dos moradores de determinada região, representar a diversidade e funcionar como "um organismo vivo, que permite proximidade maior com as pessoas’.














