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Marcha do Axé contra a intolerância religiosa


Por Tribuna

30/08/2014 às 16h45

Cerca de 50 pessoas participaram do ato

Cerca de 50 pessoas participaram do ato

Cerca de 50 praticantes e adeptos das religiões afro-brasileiras participaram neste sábado (30) da II Marcha do Axé – pela liberdade religiosa. Por volta do meio-dia, o grupo, que se concentrou no Parque Halfeld, próximo à Câmara Municipal, saiu em caminhada pela Rua Halfeld. Segundo o coordenador e interlocutor da Comissão Nacional Contra a Intolerância Religiosa, babalawo Ivanir dos Santos, o objetivo do movimento é conscientizar a população sobre o respeito à diversidade de crenças e levantar bandeiras contra a exclusão social, o racismo e o preconceito. Além disso, o ato pediu a aplicação da Lei Federal 10.639/2003- que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas, públicas e particulares, dos ensinos fundamental e médio. "As pessoas possuem dificuldades em aceitar o sagrado do outro. Queremos levantar discussão e mostrar a discriminação que sofremos em manifestar nosso teor religioso."

O presidente da Federação Regional de Defesa da Religião e Tradição dos Orixás e Cultura (Fredretoc),Wilson Novaes – obá de orixá, levantou a questão do número de homicídios praticados contra jovens negros e descendentes em Juiz de Fora e no Brasil. "Atualmente estamos vivendo o genocídio da juventude negra. A falta de oportunidades e o preconceito são evidentes." Representando a religião católica, o secretário do Instituto Mariama, que reúne bispos, padres e diáconos negros do país, padre Guanair da Silva Santos, acredita que a marcha é uma forma de unir a sociedade. "Temos que caminhar juntos." O ato em Juiz de Fora é uma preparação para a XVII Marcha do Axé, que será realizada no Rio de Janeiro, no dia 21 de setembro. "Estamos convidando a população da cidade para irem ao Rio nos dar apoio. Somos um país laico e temos que combater a intolerância religiosa", finalizou o presidente da Fredretoc, Wilson Novaes.