Defesa Civil registra cinco destelhamentos durante chuva em Juiz de Fora
Além dos destelhamentos, a chuva e o vento provocaram quedas de árvores, deixou ruas alagadas e milhares de clientes da Cemig sem energia elétrica

A Defesa Civil de Juiz de Fora recebeu cinco chamados de destelhamentos, entre 14h de segunda e 8h30 desta terça-feira (30), provocados pela chuva que caiu na cidade nas últimas horas. Conforme o órgão, três casos foram registrados nos bairros Carlos Chagas e Milho Branco, na Zona Norte, e outros dois no Nova Germânia e Caiçaras, na Cidade Alta. Nas últimas 24 horas, Juiz de Fora registrou média de 27,98 mm de chuva, de acordo com pluviômetros monitorados pela Defesa Civil. Os bairros que apresentaram maiores índices pluviométricos foram Santa Efigênia (50,70 mm), Ponte Preta (46,24 mm) e Centro (40,18 mm). O Rio Paraibuna, que estava com 1,13 metros às 14h de segunda, chegou a 1,54 metros às 18h. Na manhã desta terça, registrou 1,44 metros, conforme a Defesa Civil. Além dos destelhamentos, a chuva e o vento forte provocaram quedas de árvores, deixou ruas alagadas e milhares de clientes da Cemig sem energia elétrica.
Durante as fortes chuvas desta segunda, a casa da desempregada Joelma Mirian Macedo, 43 anos, foi destelhada e uma parede caiu. A reportagem da Tribuna conversou com a moradora logo após o acidente. Ela contou que só teve tempo de pegar o cachorro e se abrigar em um pequeno banheiro, único cômodo que teve o telhamento preservado no imóvel na Rua Joaquim Martins de Freitas, onde Joelma vive sozinha com o cão. Ela não teve ferimentos e foi orientada a ir para a casa de parentes. Conforme a Defesa Civil, a casa está interditada até que a estrutura atingida seja refeita.
Já no Bairro Caiçaras, a estrutura metálica e cobertura de um galpão se desprendeu e atingiu cinco casas. Em quatro dessas residências, segundo a Defesa Civil, houve apenas avarias; na quinta, o material obstruiu a entrada, mas o proprietário do galpão informou que, ainda durante a noite, liberaria a entrada da residência. Além disso, ele se comprometeu a retirar todo o material da via e das residências e a recompor as moradias atingidas. A Defesa Civil irá reavaliar ambos os casos da região oeste nesta terça.

No Bairro Carlos Chagas, a cobertura de uma residência voou e atingiu a rede elétrica. A Cemig foi acionada para isolar a rede até que o proprietário faça a remoção. Já no bairro Milho Branco, aconteceu dois destelhamentos de menor proporção e sem gravidade.
Responsabilidades
A Defesa Civil informou que, em casos de destelhamento, cabe ao proprietário do imóvel que destelhou arcar com os prejuízos causados. O órgão municipal, ao ser chamado, aciona os órgãos necessários na resposta, como a Cemig, quando atinge a rede elétrica, por exemplo, e orienta o morador sobre o que deve ser feito e se houve algum comprometimento na edificação.
Segundo a Defesa Civil, a Prefeitura não realiza reparos em locais particulares, cabendo a solução ao proprietário do imóvel. Nos casos como o do Caiçaras, em que o imóvel de um terceiro danificou outros, cabe ao proprietário do imóvel gerador do problema a solução. Para a Defesa Civil, o baixo padrão construtivo e a falta de qualidade na fixação das telhas são as principais causas dos destelhamentos. Por isso, o órgão garantiu que sempre orienta a contratação de um profissional técnico habilitado na construção de edificações.













