Movimento Tiradentes faz campanha contra compra de voto

Oferecer vantagens, troca de favores ou dinheiro para garantir o voto é crime com punição prevista em lei. Desde o final da semana passada e até o dia da eleição,
o Movimento Tiradentes realiza campanha enfatizando a responsabilidade de cada um sobre o poder de decisão de quem irá representar a população na Câmara Municipal e na Prefeitura. De acordo com o coordenador do Movimento Tiradentes, o ouvidor eleitoral da OAB, Marco Aurélio Lyrio Reis, foram impressas dez mil cartas que serão espalhadas em estabelecimentos comerciais, escolas e associações em diversos bairros da cidade.
O texto da campanha equipara o candidato que oferece a compra do voto com o eleitor que aceita a oferta. "Lamentavelmente, temos exemplos de compra e venda de voto. Divulgamos este apelo para que as pessoas não mais se enganem com os falsos políticos. Precisamos estar cientes de que o hospital, a escola, as praças, enfim, todo o bem público, pertence a nós. Eles devem ser cuidados pela população com auxílio do poder constituído. O candidato que oferece algo pelo voto é considerado corrupto. E aqueles que recebem?", indaga Marco Aurélio.
A Justiça Eleitoral também está mobilizada para garantir a moralidade do pleito e combater as ações ilegais da boca de urna e venda de voto. Segundo o diretor do foro eleitoral, o juiz Mauro Pittelli, será adotada uma postura mais enérgica e repressiva este ano. Ate agora, foram empreendidas ações educativas e de conscientização de candidatos, cabos eleitorais e da população em geral. A ideia é coibir as ações passíveis de punição em conjunto com a polícias Federal, Militar e Civil. "As pessoas que forem flagradas fazendo boca de urna serão levadas para a Polícia Federal e estão sujeitas a multa ou detenção de dois anos", avisa Pittelli.
O magistrado fez um apelo para que a população ajude a fiscalizar e denuncie os casos de propaganda no dia 7 de outubro. "Pedimos a participação de todos para um processo eleitoral ético. Não iremos, de forma alguma, permitir a boca de urna."








