Casas são alvo de mais de 30 tiros

Uma das residências foi alvo de 28 disparos de pistola, e teve janelas destruídas
A Polícia Civil investiga a relação entre os casos de dois agentes penitenciários que tiveram suas casas atingidas por tiros na noite de sábado, no São Benedito. Uma das residências foi alvo de 28 disparos de pistola, e teve janelas destruídas. As marcas também ficaram nos portões e nas paredes. Ninguém ficou ferido. "Vou ouvir os agentes para ver se houve algum problema anterior em relação à função que eles exercem", disse o titular da 5ª Delegacia Distrital, Rodrigo Massaud. Para o diretor regional do Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária de Minas (Sindasp), Luciano Pipa, não há dúvidas de que os ataques estejam relacionados à profissão das vítimas. "É o risco que a gente corre. O agente penitenciário controla a unidade prisional e cobra disciplina, além de lutar pela ressocialização dos detentos. Mas, muitas vezes, lidamos com pessoas que nem foram socializadas." O episódio específico que teria motivado os atentados não foi apontado pelo sindicato nem pela polícia.
A primeira casa foi atingida por volta das 22h, na Avenida Agilberto Costa. No imóvel do agente penitenciário de 44 anos, que estava de serviço, estavam a esposa, 39, a filha, 15, e o namorado da menina, 17. "Ouvi barulhos que pareciam de foguete, e, logo depois, um barulho como se fosse de moedinha caindo no chão", contou a esposa. Os ruídos eram dos tiros, sendo que um entrou pela janela do quarto onde ela estava, atingiu a parede e o teto do cômodo. As outras balas atingiram o telhado, a porta de aço de uma loja embaixo da residência, além de um letreiro de um comércio vizinho. A polícia encontrou três estojos e um projétil calibre 380. Conforme a esposa do agente, os disparos teriam sido feitos por dois homens de moto. Já no boletim de ocorrência, o agente penitenciário relatou aos policiais que os suspeitos estariam em um Volkswagen Golf verde.
Poucos minutos depois, na Rua Acácio Paulino Pinto, a casa de outro agente, 42, foi atingida por pelo menos 28 tiros, que destruíram janelas e perfuraram paredes e portões de aço de uma loja no primeiro andar. Os disparos também teriam sido feitos por dois homens de moto. Foram localizados 16 cartuchos calibre 9 milímetros, 12 de calibre 380, além de três munições 9 milímetros intactas e quatro chumbos referentes a projéteis danificados.
Policiais receberam a informação de que um homem que conduzia um Volkswagen Golf teria relação com os atentados. Eles localizaram o suspeito, 28, que conseguiu escapar. Antes de fugir, o motorista teria entregue uma pistola 380 a um homem, 24, que conversava com uma mulher na Rua Pedro Paulo Vieira. Ao perceber a aproximação da viatura policial, este homem teria jogado a arma para dentro de uma casa. Ele foi encaminhado à delegacia, prestou esclarecimento e foi liberado.
Por meio da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), a direção da Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, onde os agentes trabalham, informou que a apuração do caso será restrita à Polícia Civil. O Sindasp informou que vai encaminhar uma cópia do boletim de ocorrência aos deputados estaduais da Comissão de Segurança Pública.








