Moradores e comerciantes do Centro preocupados
Moradores e comerciantes do prédio que não foi atingido diretamente pelo incêndio de segunda-feira, na Avenida Getúlio Vargas, reclamam da falta de informações precisas por parte da Prefeitura, mesmo quatro dias após o acidente. O edifício, vizinho ao Castelo da Borracha, segue interditado por medida de segurança. Proprietário de um bar que fica no térreo do imóvel, Ramon Costa perdeu toda a mercadoria que dependia de refrigeração e estima um prejuízo de R$ 6 mil, desde segunda-feira. Para ele, os trabalhos dos órgãos responsáveis poderiam ser mais ágeis e claros. As contas estão vencendo e não sabemos quando voltaremos a trabalhar. Gerente de uma lanchonete vizinha, que está na mesma situação, Ronaldo Furtado frisa que, com a falta de informações, o trabalho fica engessado. Só nos resta esperar.
Na edição de ontem, a Tribuna já havia mostrado como moradores do endereço também cobram mais amparo. Um deles é Waldemar da Silva, que pede medidas, como auxílio-aluguel ou um imóvel onde possa ficar com seus três filhos, com quem vivia no prédio. Ele reclama da falta de informações precisas e relata que não pode voltar ao endereço para pegar pertences, como roupas.
A Prefeitura informou que uma nova vistoria será feita na segunda-feira, quando deve ser apresentado parecer definitivo sobre o imóvel. Além disso, divulgou que seis moradores que buscaram a Secretaria de Assistência Social foram encaminhados para abrigos municipais.
Notificação
Todos os proprietários dos imóveis atingidos pelo incêndio do Centro foram notificados, na quinta-feira, pela Secretaria de Atividades Urbanas (SAU). Eles têm até cinco dias para apresentar o pedido de demolição ou consolidação da obra, no departamento de licenciamento da pasta. Na tarde ontem, ainda havia fumaça no local, e funcionários de uma empresa que fica em um beco próximo ao Castelo da Borracha trabalhavam com máscaras por conta do forte cheiro. Também havia preocupações com uma possível volta de focos de incêndio. É o caso do proprietário do Amazonas Couro, Carlos Alberto Dias. O estabelecimento fica ao lado da Tete Festas, na Rua Floriano Peixoto, e chegou a ter uma parede dos fundos danificada durante o incidente. Nos dois primeiros dias que seguiram o fato, Dias dormiu no local para monitorar a situação. Agora ele está preocupado com o que pode acontecer no final de semana. Acho que seria interessante que continuassem a jogar água no interior da Tete Festas para garantir mais segurança. Mas, os bombeiros disseram não haver riscos.
O tenente George Sant’ana, do Corpo de Bombeiros, acompanhava a equipe que estava no local ontem e disse que a fumaça vinha de materiais, como borrachas e plásticos, situados embaixo dos escombros. Sendo assim, é provável que só cesse após a remoção total dos produtos, o que depende da intervenção dos proprietários. Vamos ficar aqui o tempo todo monitorando a situação, garantiu, informando não haver previsão para que deixem o local. A equipe contava com três homens e um caminhão-bomba.








