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Inep tem até 2ª feira para explicar falhas no Enem


Por Tribuna com Agência Brasil

29/10/2011 às 07h00

Brasília – A Justiça Federal no Ceará deu prazo de 72 horas ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) para que se manifeste sobre o pedido do Ministério Público Federal no estado de anulação total ou parcial das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aplicadas no último fim de semana.

O MPF-CE propôs na quinta-feira uma ação civil pública pedindo que o Enem fosse cancelado ou que as questões que vazaram na fase de pré-teste do exame por meio de apostila distribuído pelo Colégio Christus, de Fortaleza, fossem anuladas. O juiz federal Luiz Praxedes Viera da Silva só se manifestará após o prazo estipulado, que termina na manhã da próxima segunda-feira.

O MEC e o Inep informaram que já estão preparando a defesa e entregarão as informações no prazo determinado pela Justiça.

O pedido de anulação foi feito após a notícia de que estudantes do colégio cearense receberam uma apostila, semanas antes da prova do Enem, com 14 questões idênticas às do exame nacional. Os itens fizeram parte de um pré-teste do Enem, do qual alunos do Christus participaram em outubro de 2010. De acordo com o procurador, como os alunos tiveram acesso antecipado às questões, o exame deveria ser anulado porque houve violação do princípio da isonomia.

O pré-teste é feito pelo Inep para avaliar se as questões em análise são válidas e qual é o grau de dificuldade de cada uma. Os cadernos de questões do pré-teste deveriam ter sido devolvidos após a aplicação e incinerados pelo Inep. A Polícia Federal investiga se houve fraude na aplicação do pré-teste. O Ministério da Educação decidiu cancelar as provas do Enem dos alunos do Christus. Eles terão uma nova chance de fazer o exame no fim de novembro.

 

Belo Horizonte

Ontem, uma nova coincidência entre questões do Enem e de uma prova de escola foi apontada em Belo Horizonte. Segundo reportagem do UOL, um simulado aplicado pelo Colégio Bernoulli, em setembro, apresentava exemplos e números iguais ao de uma das questões do exame aplicado no último final de semana.

No exemplo dado pelo colégio, há quatro pequenos relógios de luz. O ponteiro do primeiro está entre os números 2 e 3, o do segundo, entre 6 e 7, o do terceiro, entre 1 e 2 e o do quarto, entre 4 e 5. De acordo com o texto, a leitura dos relógios indica 2.614 kWh. A pergunta que vem na sequência é sobre outro relógio.

Já uma das questões do Enem mostra os mesmos relógios, com os ponteiros nas mesmas posições e questiona qual o resultado da leitura deles.

Segundo informações do UOL, o diretor do Bernoulli, Rodrigo Domingos, teria afirmado tratar-se de uma coincidência, uma vez que professores de várias escolas buscam criar questões baseadas em dados retirados da internet.

O MEC também considerou o fato uma coincidência.