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Civil desmantela quadrilha que vendia CNH falsa por R$ 2.500 em JF


Por Tribuna

29/09/2011 às 17h08

Selo é colado na falsificada e, na original, impresso

Selo é colado na falsificada e, na original, impresso

A Polícia Civil desmantelou uma quadrilha que vendia CNHs falsas em Juiz de Fora e região pela quantia de R$ 2.500 na operação "São Cristovão I". Doze pessoas foram conduzidas à 1ª Delegacia em Santa Terezinha e prestaram depoimentos na noite de quarta-feira (28). Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos, ontem e hoje, no município de Leopoldina, localizada a 100 km de Juiz de Fora, e um aqui. Documentos, computadores, carteiras falsas e carimbos médicos foram apreendidos. As CNHs tinham procedência do Estado do Rio de Janeiro e, segundo informações da 6ª Delegacia Distrital, o núcleo da quadrilha funcionava no município mineiro.

Entre as pessoas ouvidas estava um homem de Juiz de Fora suspeito de ser o atravessador, responsável por recolher os dados pessoais dos compradores e repassar o documento assim que ele estivesse pronto. "Ele confirmou que ganhava um percentual sobre cada carteira vendida e era o responsável por fazer a ligação entre o interessado em comprar o documento com o líder do grupo em Leopoldina", afirmou o delegado Carlos Eduardo Rodrigues, titular da 6ª Delegacia Distrital, responsável pelas investigações ao lado dos policiais do setor de habilitação da Polícia Civil. Após o depoimento, as pessoas foram liberadas, mas o inquérito continua em aberto. Elas e, eventualmente, outras que sejam detidas, podem ser enquadradas no crime de formação de quadrilha, falsificação de documentos públicos, uso de documento falso e estelionato. A polícia apreendeu 13 documentos falsificados em uso por pessoas, mas a suspeita é de que pelo menos cem devem ter sido distribuídos na cidade e na região. As investigações continuam no intuito de encontrar o líder da quadrilha.

Indícios de falsificação

A motivação para o início das investigações foi a descoberta de uma dessas carteiras adulteradas na Polícia Civil. Entre as falsas e as originais, alguns erros foram identificados, como por exemplo, a validade do documento, que é de cinco anos, enquanto na carteira falsificada o registro apontava para seis anos. Além deste, a foto da pessoa também tinha uma coloração divergente com a do documento original. Outro detalhe descoberto é o emblema do Departamento Nacional de Trânsito (Detran), que nos documentos verdadeiros vem impresso, enquanto nos apreendidos, estava colado.