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Docente quer mais transparência


Por KELLY DINIZ E JULIANA NETTO

29/08/2015 às 07h00

Professores percorreram diversas unidades da UFJF ontem

Professores percorreram diversas unidades da UFJF ontem

Professores da UFJF e do IF Sudeste Minas visitaram ontem obras paralisadas na universidade. A ação foi uma forma de protesto contra os cortes orçamentários que atingem a educação e resultou num pedido de maior transparência da gestão. Os docentes ainda afirmaram que falta diálogo entre a Reitoria e a comunidade acadêmica. “Qualquer ampliação irá aumentar o custeio. Isso precisa ser discutido com a comunidade acadêmica, assim como as prioridades. O pró-reitor (de Planejamento e Gestão, Alexandre Zanini) falou que as obras não vão parar na Educação Física, mas, enquanto isso, o prédio da Fisioterapia está parado há um tempão”, enfatiza o membro do comando de greve, Álvaro Quelhas.

No período da manhã, os grevistas visitaram as instalações do Observatório, da moradia estudantil, do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e do novo Hospital Universitário (HU). “Buscamos esclarecimentos a respeito das obras e das documentações dos processos licitatórios. No caso do HU, por exemplo, as obras ultrapassaram o primeiro prazo de conclusão. O prédio da moradia, por outro lado, está concluído, mas ainda permanece sem uso, mesmo sendo uma demanda antiga da universidade”, analisa o presidente da Associação de Docentes de Ensino Superior (Apes) de Juiz de Fora, Joacir Melo. Na parte da tarde, os docentes visitaram o Instituto de Ciências Exatas (ICE) e a Engenharia.

A Diretoria de Comunicação da UFJF afirmou que, em julho, um diagnóstico sobre a situação orçamentária e financeira da instituição foi encaminhado à Apes. “À associação também foi enviado um relatório completo sobre o andamento das obras.” Uma audiência entre a Apes e a Reitoria deve acontecer na próxima semana.

Problemas

Conforme os professores, muitos são os problemas relacionados às obras. No novo ICE, por exemplo, os auditórios ainda não foram usados porque possuem infiltrações e goteiras. Já no prédio da Faculdade de Matemática, o elevador adquirido ainda não foi instalado. Outro questionamento dos docentes refere-se ao telescópio comprado em 2013. “Ele custou uma fortuna e não entra no Observatório. Tem que mexer na obra para conseguir colocá-lo lá dentro. Enquanto isso, o equipamento está guardado em um galpão, cujo aluguel é em torno de R$ 60 mil por mês”, afirma Álvaro Quelhas.

A UFJF enfatizou que mantém espaços alugados para armazenamento de materiais porque seu almoxarifado está com capacidade total ocupada. “Os telescópios do Planetário, adquiridos em conformidade com o espaço físico, estão guardados porque o prédio ainda não está pronto”. Sobre os elevadores da Matemática, a assessoria informou que eles serão instalados em breve. “O processo ainda não foi concluído porque, quando os equipamentos foram entregues, a obra já tinha sido concluída, mas ainda aguardava a vistoria dos órgãos de fiscalização. Nesta fase, não poderiam ser feitas modificações necessárias para a instalação dos elevadores.” A instituição ainda disse que irá realizar os reparos nos auditórios do ICE.