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Estratégias para combate ao crime


Por Tribuna

29/08/2012 às 07h00

Os furtos a residências na Zona Sul e os homicídios na região Sudeste, motivados por tráfico e brigas de gangues, foram apontados pelas polícias Civil e Militar como os principais problemas ocorridos no primeiro semestre deste ano em Juiz de Fora. Com os objetivos de buscar soluções para esses crimes específicos e de traçar metas para combater a criminalidade geral no município, foi realizada na manhã de ontem mais uma reunião do programa de Integração e Gestão da Segurança Pública (Igesp), da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). O encontro aconteceu na sede da 4ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), no Nova Era, Zona Norte, com a presença de várias autoridades policiais, além de promotores e juízes.

Os conflitos de grupos rivais no Jardim Esperança e Retiro, e o tráfico de drogas, sobretudo na Vila Olavo Costa e Furtado de Menezes, foram levantados pela Área Integrada de Segurança Pública (Aisp) 107 como as motivações dos homicídios tentados e consumados registrados nos seis primeiros meses do ano na Zona Sudeste. O policiamento na área é comandado pela 135ª Companhia da PM e pela 6ª Delegacia de Polícia Civil, que divulgaram redução de crimes violentos.

Conforme o levantamento, as tentativas de assassinato vitimaram homens, com idades entre 18 e 24 anos, e a maioria dos autores, da mesma faixa etária, foi presa em flagrante. Já os homicídios, tiveram como alvo também jovens do sexo masculino e foram praticados por pessoas com as mesmas características.

Denúncias

A lei do silêncio, ou seja, o medo de testemunhas de falar, temendo represálias, estaria dificultando as investigações. Diante disso, a participação da comunidade é esperada por meio do número 181, do Disque-Denúncia Unificado (DDU). A meta é reduzir os índices desses crimes em 20% no restante de 2012, a partir da ocupação dos bairros citados (Jardim Esperança, Retiro, Olavo Costa e Furtado), além de intensificar operações nas zonas quentes de criminalidade, com rondas noturnas, e buscar identificar integrantes de gangues.

Já a Aisp 102, formada pela 32ª Cia da PM e 1ª Delegacia, apresentou levantamento sobre os furtos a residências na Zona Sul. As ações aconteceriam normalmente à tarde, e a maioria das vítimas seria mulher, com idade entre 35 e 64 anos, com pouca orientação sobre medidas preventivas. Os autores seriam homens, com dependência química, moradores de áreas carentes e recorrentes em crimes de pequeno potencial ofensivo. Para combater a modalidade, o comando da Aisp propôs intensificar operações e orientar moradores, identificar infratores em potencial, com auxílio da PJF, e trabalhar na conclusão de inquéritos. Nos seis primeiros meses do ano, a região teve redução em crimes violentos, incluindo homicídios, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Igesp

O comandante da 4ª Região da PM, coronel Ronaldo Nazareth, disse que as reuniões vão acontecer a cada seis meses com foco nos principais crimes registrados em cada área. Estamos trabalhando para identificar problemas e atuar com os demais órgãos em ações estratégicas. A coordenadora metodológica regional da Seds, Renata Cortez, explicou que a metodologia do Igesp é voltada para a identificação de problemas e soluções para a criminalidade. Pelo diagnóstico apresentado pelas polícias Civil e Militar identificamos os problemas e buscamos soluções que também envolvam outros órgãos de defesa social. A segurança pública não se resolve apenas com ações policiais. Ela destacou a importância da participação de juízes, promotores e do Executivo municipal. Propomos o fluxo de informações para conseguirmos respostas efetivas.