VÍDEO: Dom Marco Aurélio recebe o Pálio Arquiepiscopal das mãos do Papa Leão XIV
Cerimônia realizada no Vaticano simboliza a comunhão do arcebispo metropolitano com a Igreja e marca um momento histórico para a Arquidiocese de Juiz de Fora

O arcebispo metropolitano, Dom Marco Aurélio Gubiotti, recebeu, na manhã desta segunda-feira (29), o Pálio Arquiepiscopal das mãos do Papa Leão XIV, durante a celebração da Solenidade de São Pedro e São Paulo, no Vaticano. A celebração aconteceu na Basílica de São Pedro, às 8h30 (horário de Roma), 4h30 no horário de Brasília, reunindo os novos arcebispos metropolitanos nomeados ao longo do último ano para a tradicional entrega do Pálio, um dos momentos mais significativos da vida episcopal.
Além de Dom Marco Aurélio, receberam o Pálio os arcebispos metropolitanos Dom Júlio Endi Akamine, de Belém (PA), Dom José Roberto Fortes Palau, de Sorocaba (SP), e Dom Mário Antônio da Silva, de Aparecida (SP).
Após a celebração, Dom Marco Aurélio compartilhou a emoção de receber o Pálio Arquiepiscopal e destacou o significado do símbolo para seu ministério à frente da Arquidiocese de Juiz de Fora.
Segundo o arcebispo, o Pálio representa, antes de tudo, a proximidade que o pastor deve manter com o povo de Deus. “É um símbolo muito bonito, porque a lã dos cordeiros lembra a proximidade que o pastor deve ter com o seu rebanho.”
Dom Marco disse que teve a oportunidade de cumprimentar o Papa Leão XIV em dois momentos e pediu a bênção do pontífice para si, para seu ministério e para toda a Arquidiocese de Juiz de Fora. “Pedi a bênção por mim, pelo meu ministério e pela nossa Igreja. Agradeço a oração de todos. Fiquem com Deus.”
A entrega do Pálio Arquiepiscopal marca oficialmente a comunhão do arcebispo metropolitano com o ministério do Bispo de Roma e simboliza sua missão de conduzir a província eclesiástica em unidade com a Igreja Católica.
Para a Arquidiocese de Juiz de Fora, a cerimônia representa um marco na caminhada de Dom Marco Aurélio à frente da Igreja Particular. Fiéis, sacerdotes, diáconos e religiosos acompanharam a celebração em espírito de oração, renovando o compromisso de seguir o Evangelho inspirados pelo testemunho de São Pedro e São Paulo.
Um símbolo de comunhão e serviço
Antes da celebração, os pálios permaneceram depositados junto ao túmulo de São Pedro. Após a proclamação do Evangelho e a homilia do Santo Padre, os pálios foram apresentados diante do altar. Em seguida, o Papa Leão XIV realizou a solene bênção das insígnias e entregou individualmente o Pálio a cada um dos novos arcebispos metropolitanos.
Confeccionado com lã de cordeiros, o Pálio é uma estreita faixa branca ornamentada com seis cruzes negras. Usado sobre os ombros durante as celebrações litúrgicas, ele simboliza o Bom Pastor que carrega a ovelha sobre os ombros, recordando a missão do bispo de conduzir, servir e cuidar do povo que lhe foi confiado. Ao mesmo tempo, expressa a comunhão dos arcebispos metropolitanos com o Sucessor de Pedro e com toda a Igreja.
Dirigindo-se especialmente aos novos arcebispos metropolitanos, o Papa explicou o significado do Pálio: “Estas faixas de lã branca, embelezadas com cruzes, expressam o compromisso de cada pastor de tomar sobre os próprios ombros os irmãos e irmãs que lhe são confiados, como cordeiros do rebanho do Senhor, oferecendo por eles as próprias forças, o próprio tempo, os próprios esforços e, se necessário, até mesmo a própria vida.”









