Uso de arma pela Guarda em debate
O porte de armas letais e as condições de trabalho da Guarda Municipal voltaram a ser discutidos ontem, em audiência pública, na Câmara Municipal. Embora parte dos parlamentares tenha se posicionado pela liberação do uso dos equipamentos, o comando da corporação sinalizou que não é o momento de acatar a proposta. Particularmente, não sou contra, mas não podemos avaliar um tema de tamanha delicadeza sob pressões. O uso de armamento não letal não é menos preocupante, porque, se um guarda usá-lo em pleno Calçadão, por exemplo, a população pode não entender, avaliou o subcomandante da Guarda, major José Mendes. Para vereadores favoráveis ao porte, o argumento mais convincente foi a necessidade de oferecer segurança aos servidores no exercício de suas funções.
Para o presidente da Associação dos Guardas Municipais, Júlio Natalino, a esperança para continuar pressionando o Executivo pelas reivindicações é o término de um relatório pela Comissão de Segurança Pública da Câmara, relatando as deficiências estruturais da Guarda Municipal. O vereador José Fiorilo (PDT), que convocou o debate, informou que vai encaminhar ao prefeito Custódio Mattos a ata da audiência, em que foram registradas as reclamações dos servidores. Fiorilo defende que o efetivo de 131 guardas seja ampliado até 500, com incorporação de 283 excedentes do último concurso. Sou a favor de que, nas situações de risco potencial, eles trabalhem armados, disse. Já entre vereadores e o Sinserpu, que ponderam contra o armamento, pesou o fato de a corporação ser deslocada para funções de combate à violência, diferentes das de segurança patrimonial para a qual foi criada.









