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60 veículos recolhidos nas ruas


Por Tribuna

28/12/2012 às 07h00

Sessenta veículos e carcaças que estavam em via pública foram removidos pela Secretaria de Atividades Urbanas (SAU). Quarenta e cinco foram retirados pelos próprios donos e 11 pelo guincho contratado pela pasta. Os quatro restantes não configuraram abandono, já que apresentavam apenas problemas mecânicos ou seus donos estavam viajando. A maior concentração de automóveis estava na Zona Sudeste, nos bairros Santa Terezinha, Nossa Senhora das Graças e Eldorado. Os carros e as carcaças apreendidos foram para o depósito da Prefeitura e vão a leilão caso os proprietários não paguem para reaver o bem.

Os donos dos 60 veículos foram notificados há mais de um mês pela SAU, por meio do Diário Oficial Eletrônico do Município. Eles tiveram até dia 22 de novembro para tomar providências. A secretaria começou a remoção há um mês. A multa para quem não retirou o automóvel por conta própria pode ultrapassar R$ 3 mil.

A maioria dos carros deixados nas ruas não tem condições de circular. Há também veículos furtados, usados em alguma modalidade criminal e depois abandonados, explica a secretária de Atividades Urbanas, Sueli Reis. A SAU alerta que, além de provocar poluição visual e se transformar em foco de sujeira, os veículos e carcaças abandonados se tornam criadouro em potencial para o mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Mas, para Sueli, já se percebe queda no número de notificações. À medida que vamos fiscalizando, fazendo apreensões e multando, as pessoas começam a ter mais cuidado, diz a secretaria.

Ao todo, 102 veículos abandonados não estão mais nas ruas neste ano. Desde o começo da operação, em 2011, são 200 automóveis fora do espaço público. Segundo a SAU, a operação tem dado tão certo que a Prefeitura de Vitória (ES) solicitou o modelo a Juiz de Fora para passar a realizar o mesmo tipo de trabalho.

Denúncias sobre carros e carcaças deixados em vias públicas devem ser feitas pelo telefone 3690-7507. À medida que vamos recebendo denúncias e a fiscalização vai detectando casos, vamos realizando as operações, explica Sueli. Constatando o abandono, o proprietário é identificado e notificado para que faça a remoção.