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Crescimento no número de casos pode indicar nova onda de contágio

Boletim informativo desenvolvido pela Plataforma JF aponta que taxa de letalidade em Juiz de Fora segue superior a de Minas e a do Brasil


Por Tribuna

28/05/2021 às 10h22- Atualizada 28/05/2021 às 10h24

Os dados da 28ª edição do Boletim Informativo da Covid-19, desenvolvido pela Plataforma JF Salvando Todos, indicam crescimento no número de casos da doença, o que pode sinalizar o início de mais uma onda de contágio. O cenário causa preocupação, por conta da aproximação do inverno. O número de reprodução efetivo estimado para Juiz de Fora esteve acima de um a partir de 18 de maio, com pico de 1,51 no dia 20 de maio. O documento é elaborado por alunos e docentes do Curso de Estatística da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com o objetivo mapear a evolução da pandemia do coronavírus.

Embora seja uma situação preocupante, os pesquisadores dizem que não é possível afirmar que a cidade está acometida por uma nova onda. O número de óbitos, segundo o informativo, apresenta estabilidade, embora em patamar elevado. No dia 10 de maio, de acordo com os dados indicados pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), colhidos pela iniciativa, a cidade registrava 31.013 casos confirmados e 1.519 óbitos de juiz-foranos. No dia 24 do mesmo mês, esses números aumentaram para 32.907 casos confirmados e 1.594 falecimentos em decorrência do vírus. Nestas condições, de acordo com a plataforma, os dados representam crescimento de 6,1% e 4,9%, respectivamente, no período de 14 dias.

Na 20ª semana epidemiológica, entre os dias 16 e 22 de maio, o Município catalogou 1.177 novos casos confirmados e 45 registros de vidas perdidas. Houve um aumento de 83,9% no número de casos e redução de 2,2% no número de mortes, na comparação com a 19ª semana epidemiológica, entre os dias 9 e 15 de maio.

Como explicaram os responsáveis pela análise, ocorreu um crescimento no número de casos e também na taxa de transmissão, que foi precedido por um aumento na circulação de pessoas no município, conforme os dados do Google Mobility.

Outro dado destacado no boletim é relacionado à média móvel de sete dias, quando ocorreu crescimento de 21,5% no número de casos, evoluindo de 142,6 para 173,3. Já a média móvel do número de óbitos apontou uma diminuição de 32,5%, decrescendo de 9,1 para 5,9. A distribuição dos óbitos, de acordo com a faixa etária e gênero, identifica que 77,6% dos pacientes que chegaram a óbito tinham 60 anos ou mais. Entre as mortes, 52,4% foram de pessoas do sexo masculino.

A taxa de letalidade em Juiz de Fora é maior que a de Minas Gerais e do Brasil. Em 24 de maio, a taxa era de 4,84%. Na Zona da Mata, era de 2,89%, em Minas, 2,58% e no país, 2,79% na mesma data.

Ritmo de vacinação

Segundo a plataforma, até o dia 25 de maio, o número total de doses aplicadas era de 243.999 na cidade. Entre elas, 169.300 se tratavam da primeira dose e as outras 74.699 da segunda. Na data, a média móvel no número de primeiras doses aplicadas era de 2.856,4, apresentando crescimento se comparado ao dia 27 de abril, quando a média era 1.446,6.

Já em relação à segunda dose, o boletim aponta que, em 25 de maio, a média móvel era 180, o que representa uma diminuição expressiva, pois, em 27 de abril, a média era de 536,4. Na 20ª semana epidemiológica, foram aplicadas 15.054 primeiras doses e 1.043 segundas doses do imunizante no município.