PJF audita hospitais para verificar UTIs
Após a repercussão do caso da menina Rihanna Aparecida Fernandes Luiz, 5 anos, que faleceu, na última segunda-feira, sem conseguir uma UTI infantil, a Secretaria de Saúde criou uma comissão para visitar todos os hospitais da cidade e auditar as informações repassadas à Central de Rastreamento de Vagas e, assim, comprovar se existem ou não leitos disponíveis para a utilização da secretaria. Segundo a assessoria da pasta, as visitas começaram na terça-feira, no entanto, ainda não foi possível auditar todas. Um relatório parcial será enviado hoje ao secretário de Saúde, Adilson Stolet.
Rihanna possuía uma doença rara, conhecida como Síndrome de Jeune, que atacava o sistema respiratório da menina, impedindo que ela respirasse sozinha. A mãe da paciente, Jovânia Fernandes, contou que a garota foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte por volta das 18h do sábado. Lá foi identificado que Rihanna estava com pneumonia e precisaria de uma UTI infantil. Ainda no sábado, uma força-tarefa iniciou a busca de um leito para a criança. Sem conseguir vaga, Jovânia entrou com mandado judicial no domingo, para que um leito fosse disponibilizado na rede particular até que surgisse uma vaga no SUS. No entanto, a vaga somente saiu na segunda-feira, após o falecimento da menina, ocorrido às 12h40. “Ela já havia tido quadro de pneumonia outras vezes e não teve dificuldades para conseguir leito. Eu fiz tudo o que podia fazer. Espero que as visitas que estão fazendo nos hospitais possam ajudar para que outras famílias não passem pelo que eu passei”, desabafa Jovânia.
De acordo com o diretor-presidente do Instituto Vitória, Antônio José Furtado, a família era assistida pela instituição e enfrentava barreiras para conseguir medicamentos, insumos e ambulâncias para realizar o deslocamento da menina até o HU da UFJF e o Hospital João Penido, onde fazia fisioterapia. “Esse caso foi recente, mas há outros. Eu vou até as últimas consequências na Justiça. Isso não irá trazê-la de volta, mas quero levar adiante para que fiquem cientes que isso não pode acontecer novamente.”
A Secretaria de Saúde informou que “vem vivenciando grande dificuldade para conseguir leitos de UTI adulto e neonatal em hospitais da cidade” e que também não tem conseguido comprar leitos nos hospitais privados.









