33 espécies são tiradas na Maria Perpétua

Trinta e três espécies de árvores foram derrubadas, no início desta semana, na Rua Maria Perpétua, em um canteiro que divide a rua da Avenida Brasil, no Bairro Ladeira. A intervenção faz parte das obras de construção da Ponte Wandenkolk Moreira, na altura da Rua Antônio Lagrota, e objetiva a ampliação da pista de rolamento na Maria Perpétua para a construção de um acesso em direção à nova estrutura. No local onde hoje é o canteiro, será construído um muro de arrimo, de 120 metros de comprimentos por três metros de altura.
Apesar da derrubada das espécies, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que disponibiliza recursos para o conjunto de obras viárias naquela região, ainda não autorizou a mudança no projeto inicial. Isso porque, a princípio, a ideia era construir o acesso sem ampliar a Rua Maria Perpétua. Com a nova possibilidade, os custos destas intervenções sobem de R$ 6,9 milhões para R$ 7 milhões.
Das 33 espécies derrubadas, 11 são palmeiras-leque, nove palmeiras-fênix, seis crótons, três mussaendas rosa, duas mungubas, uma espirradeira e uma palmeira-areca. Elas estão sendo removidas pela Empav para o Horto Florestal da empresa pública. A expectativa, conforme a Secretaria de Obras, é reimplantar as árvores em locais que ainda serão definidos.
Além de supressão das árvores, houve também mudanças nos postes. Os quatro que ficavam paralelos ao canteiro serão removidos, e novas estruturas já estão instaladas no outro lado da rua. O cabeamento de redes de alta-tensão e de empresas de telecomunicação, como TV a cabo e internet, já foram deslocados. Os postes antigos ainda serão removidos, segundo a Secretaria de Obras.
Ontem a Secretaria de Obras reforçou que o tráfego na nova ponte só será liberado após as obras na Maria Perpétua e, embora a adequação do projeto não tenha chegado oficialmente, o Dnit já teria dado parecer favorável.









