Usuários do SUS ainda sem remédios
A falta de medicamentos continua causado transtornos na vida de centenas de pacientes em Juiz de Fora. Entre os itens que não têm sido encontrados nas unidades de atenção primária à saúde (Uaps) estão o Prolopa, usado no tratamento do Mal de Parkinson, o Enalapril e a Hidroclorotizida, ambos para hipertensão. Uma moradora de Benfica, Zona Norte, teve que apelar para o Facebook para tentar conseguir o Prolopa para a mãe de 70 anos. "Desde novembro (2012) estou tendo dificuldades para consegui-lo. Com meu pedido, algumas pessoas se mobilizaram e me deram umas caixas, mas o que eu quero mesmo é uma solução definitiva, não dá para ficar assim, é muito humilhante", reclamou.
De acordo com a ouvidora de Saúde, Edna Rodrigues, 70% da reclamações no órgão são relativas à falta de medicamentos e profissionais. "Uma coisa acaba afetando a outra, pois, para conseguir o remédio, é necessário que um médico prescreva. Essa situação acaba impactando serviços de urgência e emergência do município." A PJF reconhece o problema, mas afirma ele está com os dias contados. "Até então, nós tínhamos duas situações: a ausência de processos licitatórios válidos e o efeito nefasto das contas atrasadas, por isso, as firmas não estavam entregando os produtos. Mas terminamos o procedimento de compras e vamos entrar em um ciclo contínuo de abastecimento ", argumentou o subsecretário de Gestão da Execução Instrumental, Jorge Vieira.
A assessoria de comunicação da Secretária de Saúde também informou que, até a próxima semana, o fornecimento do Prolopa estará normalizado. Quanto ao Enalapril e a Hidroclorotizida, a Prefeitura está dependendo de negociação relativa ao realinhamento de preço pedido pelo fornecedor.









