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16 suspeitos de violência são liberados


Por Tribuna

28/04/2012 às 06h00

Os dezesseis suspeitos de integrarem uma gangue encaminhados pela Polícia Militar, na última quinta-feira, à delegacia de Santa Terezinha, por terem apedrejado uma lanchonete e uma residência, no Bairro Granjas Betânia, Zona Nordeste, foram liberados do flagrante. A informação foi divulgada ontem pela assessoria de comunicação da Polícia Civil. Segundo o órgão, os dez homens, com idades entre 18 e 35 anos, assinaram um termo de compromisso de comparecimento perante à Justiça, sendo liberados. Já os seis adolescentes que estariam envolvidos, depois de prestarem esclarecimentos à autoridade policial, foram entregues aos responsáveis legais. O grupo foi flagrado pela PM durante uma briga generalizada, na Avenida Juiz de Fora, em frente a uma faculdade particular. Eles teriam entrado em confronto com um bando que representava o Bairro Parque Guarani, devido à rivalidade entre gangues.

Durante a ação, policiais apreenderam dois pedaços de pau utilizados como bastão, três pedras grandes, uma faca e uma bomba de fabricação industrial, com 15cm de comprimento. Segundo a PM, o artefato tem poder de estilhaçar vidros e, conforme o ambiente, causar surdez nas pessoas. Ainda durante a rixa, uma lanchonete foi parcialmente danificada ao ser apedrejada após ser invadida por participantes de um dos bandos, sendo alvo do ataque do grupo rival. Uma residência, na Avenida Juiz de Fora, também teve as janelas e a porta da sala danificadas pelas pedras.

Contra a violência

Este tipo de violência registrada pela PM não traz apenas prejuízos para a Zona Nordeste da cidade. Na região Norte, no Bairro Barbosa Lage, a Escola Estadual Bernardo Mascarenhas vai dar início, na próxima quarta-feira, à campanha Tolerância urgente, respeite o diferente. O objetivo é conscientizar alunos e comunidade sobre a necessidade do respeito ao outro. A iniciativa, que nasceu da preocupação com o crescimento da violência entre jovens e adolescentes, visa ao trabalho pedagógico em sala de aula e dependências da escola, onde haverá palestras sobre os mais variados temas, como racismo, dificuldades enfrentadas pelos deficientes físicos, auditivos e visuais, idosos, homossexuais e soropositivos.

A violência é fruto da intolerância. Então temos que preparar nossos alunos para aceitar o que é diferente, contribuindo, consequentemente, com a diminuição dos casos violentos, ressaltou a supervisora pedagógica da escola, Tânia Aparecida Moreira. Na abertura, dia 2, às 9h, está programada a realização de uma partida de vôlei com os alunos assentados para uma real percepção das dificuldades enfrentadas pelos cadeirantes.