Inquérito conclui que policial não era alvo de atiradores
Atualizada às 19h06
A Polícia Civil de Tocantins enviou à Justiça seis inquéritos relacionados à morte do soldado da Polícia Militar Edwilson de Souza Ramos, 35 anos, assassinado a tiros no último dia 13, em Tocantins. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Gustavo Barbosa Vieira, ficou concluído que o militar não era o alvo dos suspeitos, de 20 e 21 anos, que estavam em uma moto e abriram fogo contra a vítima. O policial teria sido morto por atrapalhar um plano de vingança. "Possivelmente, os dois estavam no local para matar um adolescente que teria atirado contra a casa da mãe do mentor do crime, 23, mas se depararam com o policial, e ele virou um empecilho. Para se livrarem deste obstáculo, mataram o PM", disse o delegado, acrescentando que a moto utilizada no crime havia sido furtada. Segundo Gustavo, o alvo da dupla, um garoto de 16 anos, acabou sendo morto cinco dias depois, também em Tocantins.
Ainda de acordo com o delegado, os suspeitos de terem executado o policial foram indiciados pelos crimes de homicídio qualificado e concurso de agentes, que é o cometimento da infração penal por mais de um pessoa. Já o homem de 23 anos, que teria oferecido os elementos para que o crime ocorresse, irá responder por formação de quadrilha, tráfico de drogas, furto, receptação e pelo delito na lei de armas. Os três estão detidos na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.
O homem que deu refúgio ao rapaz que atirou também foi indiciado por porte de armas e favorecimento pessoal. Outros dois jovens, que não tiveram as idade reveladas, que participaram do atentado na casa do suspeito de ser o mandante do assassinato irão responder por crimes ligados à lei de armas.









