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Donos estimam prejuízo de R$ 200 mil em malharia incendiada


Por Tribuna

27/03/2013 às 11h10

Fogo foi extinto após 4 horas de ação dos bombeiros

Fogo foi extinto após 4 horas de ação dos bombeiros

Os proprietários da malharia no Bairro Fábrica, Zona Norte, incendiada na noite desta terça-feira (26) estimam prejuízo de cerca de R$ 200 mil entre maquinários e produtos queimados pelo fogo, que durou quatro horas. Cerca de três mil quilos de tecidos e 30 móveis e máquinas foram perdidos, segundo os bombeiros. A empresa não possui seguro. A empresária Luzia Rocha do Amaral, 54 anos, disse que ela e os cerca de 25 funcionários deixaram o estabelecimento, na Rua General Gomes Carneiro, por volta das 18h, cerca de uma hora antes do início do incêndio. "O alarme disparou várias vezes, e a empresa responsável me ligou. Uma vizinha também me avisou sobre o incêndio. Queimou tudo muito rápido. Não sobrou nada." A malharia funciona no terceiro andar do prédio, que pertence à própria empresária. No segundo pavimento existe uma fábrica de uniformes que não foi atingida. A mecânica que funciona no térreo e tinha 15 carros guardados em seu interior no momento do incêndio também não foi prejudicada. Da mesma forma, o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd), da UFJF, que fica atrás do prédio, ficou imune.

De acordo com a dona da malharia, o estabelecimento passou por uma reforma há dois anos, sendo trocada toda a instalação elétrica. "O maquinário também era quase todo novo", disse. A Polícia Civil periciou a área queimada, de 300 metros quadrados. A Defesa Civil também foi ao local na manhã desta quarta-feira (27), e liberou a edificação, por não apresentar danos em sua estrutura.

Conforme a assessoria de comunicação do 4º Batalhão do Corpo de Bombeiros, 70 mil litros de água foram utilizados no combate às chamas. Trinta militares em 11 viaturas foram empenhados para evitar que o fogo se espalhasse para estabelecimentos vizinhos, inclusive outra malharia, que funciona ao lado. Um caminhão da Cesama auxiliou nos trabalhos, transportando 30 mil litros de água. Ainda segundo o 4º Batalhão, a mecânica que funcionava no prédio não tinha o auto de vistoria do órgão.