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Adolescente é morto com cinco tiros em rua do Bairro Santa Luzia


Por Tribuna

26/12/2012 às 16h25

Atualizada às 16h21

Um adolescente de 16 anos foi morto com cinco tiros em via pública, no final da madrugada desta quarta-feira (26), no Bairro Santa Luzia, Zona Sul. Por volta das 5h40, Flávio Luis Lopes Garcia estava em um ponto de ônibus com amigos, voltando de um evento em uma casa de show no Salvaterra, quando dois ocupantes de uma motocicleta teriam perguntado de que bairro o grupo era. Após a resposta de que eram do Nossa Senhora das Graças, Zona Nordeste, o condutor teria mandado o carona desembarcar do veículo e atirar contra os jovens. Obedecendo a ordem, o comparsa abriu fogo contra os adolescentes e garotas, que estavam na Rua Ibitiguaia. Flavio foi o único ferido. Ele foi alvejado na cabeça, mandíbula, tórax, braço esquerdo e nádega. A vítima chegou a ser socorrida por uma viatura da PM até o Hospital de Pronto Socorro (HPS), mas não resistiu e faleceu pouco antes das 7h. O corpo foi levado para necropsia no Instituto Médico Legal (IML).

De acordo com informações da Polícia Militar, os mesmos bandidos também estariam na festa e teriam atirado contra um grupo de jovens do Santa Luzia momentos antes do homicídio. A bala ficou alojada na parede de uma farmácia da Ibitiguaia e foi recolhida por peritos da Polícia Civil. A PM fazia rastreamento em busca dos suspeitos do disparo, que teriam seguido em direção ao Alto dos Passos, quando a dupla retornou pela Rua Chácara e entrou pela contramão da Ibitiguaia, abordando o grupo de Flávio. Militares conseguiram identificar dois suspeitos, de 21 e 25 anos, que seriam moradores do Linhares, Zona Leste. Os policiais fizeram rastreamento em busca dos homens, mas nenhum deles foi localizado. O caso seguiu para investigação na 1ª Delegacia de Polícia Civil.

A mãe de Flávio, a auxiliar de agência de viagens Marluce Rocha Lopes Silva, 35, disse que o filho morava com ela no Eldorado, bairro vizinho ao Nossa Senhora das Graças. O adolescente havia cursado o primeiro ano do ensino médio na Escola Estadual Estêvão de Oliveira, no Centro. "Ele me disse que ia na festa com amigos do bairro. Falei para ir de táxi, mas preferiu ir com todo mundo de ônibus. Estavam no ponto para voltar quando aconteceu. Uma amiga dele me ligou, falando para eu correr, porque o Flávio tinha levado tiro. Cheguei no HPS umas 7h e senti que alguma coisa ruim tinha acontecido." Segundo ela, o garoto não se envolvia em brigas. "Me falaram que os tiros não eram para ele. Perguntaram de que bairro eram e saíram atirando."

Emocionada, Marluce não escondeu a dor e revolta pela perda do filho mais velho. "O que estou sentindo não desejo para ninguém. A gente cria o filho para o mundo, mas não para ser morto dessa forma tão cruel, sem chance de se defender. Está morrendo muita gente, e isso não vai parar nunca, porque os amigos ficam revoltados, um querendo vingar a morte do outro." Ela disse que está buscando força no filho de 1 ano e 6 meses. "Se eu não tivesse minha família para me apoiar, seria o fim do mundo."