Ouça agora

Futuro do município é definido nas urnas, na escolha livre dos cidadãos


Por Paulo César Magella

26/10/2012 às 15h31

Baudelaire, citado pelo historiador Jacques Le Goff em seu livro "Por amor às cidades", diz que "a forma de uma cidade muda mais depressa, lamentavelmente, que o coração de um mortal". Para muitos, fruto da própria dinâmica do tempo e dos fatos, para outros, trata-se de um processo lógico ante o empréstimo cultural cada vez mais intenso. Juiz de Fora vive esse contexto, com mudanças profundas ao curso de sua história.

É nesse cenário que aparece o administrador. Cabe ao chefe do Executivo acompanhar essa dinâmica e agir para que o município não fique a reboque dos fatos, e, muito menos, de outras contingências. Olhar adiante, projetar a cidade é uma necessidade cada vez mais premente nas instâncias de governo, já que os fatos não são mais previsíveis. No ritmo dos dados em tempo real não há mais espaço para o passo lento.

O eleitor que ontem foi às urnas aposta nesse viés, sobretudo por ser Juiz de Fora uma cidade que não abriga somente suas demandas. Principal polo da Zona da Mata, tornou-se âncora de uma região carente de investimentos mais intensos, e sobre o dilema da fronteira, que faz dela centro de uma guerra fiscal ainda não resolvida.

O segundo turno, definido pela voz soberana das urnas, é um momento de afunilamento dessa discussão. Os candidatos que irão para uma nova rodada, no dia 28, terão tempo para mostrarem suas metas. Apenas com duas opções, o eleitor, certamente, estará mais atento ao discurso e sua viabilidade, dado salutar para a democracia e para o amor que todos dedicam à sua cidade.