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Emocionados, parentes e amigos acompanham audiência do caso Lincoln


Por Tribuna

26/10/2012 às 17h19

Familiares e amigos de Lincoln acompanharam emocionados depoimentos sobre o crime

Familiares e amigos de Lincoln acompanharam emocionados depoimentos sobre o crime

 

*Atualizada às 20h04 

Somente na próxima semana deverá ser definido se o homem de 24 anos suspeito pela morte do estudante e representante comercial Lincoln Brandi Neto irá a júri popular. A audiência preliminar realizada nesta sexta-feira (26) , no Fórum Benjamin Colucci, foi marcada por discussões e até por agressões físicas. O juiz Elias Aparecido de Oliveira precisou interromper os trabalhos por dez minutos após o advogado de defesa do réu se exaltar ao discutir com o promotor. Pouco tempo depois, logo após o término da audiência, uma briga entre familiares do próprio réu terminou em agressão física entre os envolvidos, levando tumulto ao Tribunal do Júri. 

  Sete testemunhas da denúncia, seis da defesa do réu e duas do juízo foram ouvidas, além do suspeito. Em virtude do avançado da hora e da existência de outras audiências, o juiz converteu os debates gerais em memoriais, por escrito, que deverão ser apresentados pelas partes dentro de cinco dias. Somente após isso, o magistrado definirá se o suspeito vai a júri popular. O rapaz continua preso. Ele foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil e emprego de recurso que impossibilitava a defesa da vítima. Se condenado, pode pegar até 30 anos de prisão. 

  Emocionados, familiares e amigos de Lincoln Brandi Neto vestiam camisetas em homenagem ao rapaz, morto aos 28 anos com coronhadas no rosto, em fevereiro, no Poço Rico, região Sudeste. A agressão começou após ele pedir que o suspeito abaixasse o volume do som do carro. O representante comercial foi socorrido por amigos e levado para o Hospital Albert Sabin, de onde foi transferido para o Hospital Maternidade Therezinha de Jesus, mas morreu quatro dias depois. O crime causou grande comoção por ter sido motivado por uma banalidade. Desde então, familiares já se mobilizaram diversas vezes, por meio de passeatas públicas, para cobrar a apuração do caso e julgamento do suspeito.