Mais de cinco mil casos de dengue confirmados
O primeiro semestre de 2013 terminou contabilizando três mortes, dez casos graves e 5.203 confirmações de dengue na cidade. O balanço, de janeiro a junho deste ano, demonstra que Juiz de Fora não pode relaxar nas medidas de prevenção. Até essa sexta-feira (26), a Prefeitura já havia registrado mais 55 casos, totalizando 5.258 confirmações da doença, segundo o último relatório da Secretaria de Saúde. O município, que entrou oficialmente em situação de epidemia em abril, ao ultrapassar as 1.500 notificações, agora percebe a desaceleração. Ainda assim, de janeiro até sexta, a média indica que, a cada dia, a cidade registrou 25 novos casos.
Entre as dez ocorrências graves, uma foi por dengue hemorrágica e o paciente conseguiu se recuperar. No entanto, a perda de três vidas para o Aedes aegypti, mosquito transmissor, mostra que os cuidados nunca devem ser abandonados. O último Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (Liraa), feito em março, apontou infestação de 7,75% dos imóveis visitados, quando o preconizado pela Organização Mundial de Saúde é que o índice fique em até 1%. O próximo Liraa será feito em outubro e a expectativa da Secretaria de Saúde é que o valor seja menor. O próximo índice será o principal parâmetro para ações que tomaremos no próximo período chuvoso. Ainda que os trabalhos sejam contínuos, demonstrará se o que foi feito até aqui funcionou e o que podemos mudar, por isso, será um norteador para decisões futuras, esclarece a chefe do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Saúde, Mônica Santana.
Regiões mais afetadas
Entre os bairros com maior número de registros estão Retiro, Santo Antonio, Vila Ideal, Centro, Bairro de Lourdes, Santa Luzia, São Pedro, Ipiranga, Benfica, Vila Olavo Costa, Santa Cruz, São Mateus, Nova Era, Jardim Esperança e Monte Castelo. Por conta disso, as ações foram intensificadas nessas regiões. De acordo com Mônica, as atividades realizadas em campo pelos agentes de endemias são ininterruptas, como preconizado pelo Programa Nacional de Combate à Dengue, e as iniciativas de educação em saúde também permanecem, seja em escolas, empresas ou nas visitas às casas.
Diante da crise deste ano, Juiz de Fora traçou uma série de ações para o combate da doença. Houve pulverização de inseticida com o UBV (fumacê costal ou ultrabaixo volume costal) e também com os carros de fumacê (UBV pesado), que encerraram as atividades no último domingo. Desde abril, quando os trabalhos foram iniciados, houve seis etapas de fumacê. Além disso, a cidade também contou com o apoio do Exército, que disponibilizou servidores para atuarem junto com os agentes de endemias até agosto, e do Governo estadual, na montagem de uma sala de hidratação, que funcionou durante a fase mais crítica, para receber pacientes e reduzir a demanda nas unidades de saúde. Desde que a primeira epidemia de dengue foi verificada, em 2010, quando houve 9.441 casos notificados, a cidade não enfrentava situação parecida. Ainda não se sabe quais serão os resultados dos investimentos feitos. Segundo Mônica, as expectativas são positivas, mas não se combate a dengue sem o apoio da população. Por isso, ela alerta para a necessidade de que as pessoas colaborem evitando deixar água parada e trabalhando para eliminar os criadouros do mosquito.








