Apesar das falhas, HPS cumpre metas
Apesar dos graves problemas de assistência à população e da falta de condições adequadas de trabalho para os profissionais, o Hospital de Pronto Socorro (HPS) conseguiu cumprir a maioria das metas pactuadas com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e vai receber uma verba de R$ 287 mil. A unidade é a única no município a garantir o recurso, que virá por meio do Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais do Sistema Único de Saúde de Minas Gerais (Pró-Hosp) e será revertido na compra de novos equipamentos.
Para receber o investimento, o HPS precisou cumprir metas assistenciais e gerenciais no último quadrimestre de 2012. O valor obtido é a primeira parte de um total anual de R$ 861 mil, que poderá ser garantido pela unidade, se houver continuidade do desempenho até o fim do ano. Embora a avaliação seja feita com base em números, eles têm que se reverter em qualidade de atendimento. E conseguimos isso, mesmo com tanta adversidade, disse a assessora Simone Matiazi de Oliveira, referência técnica do Pró-Hosp no HPS.
Uma das metas pactuadas no quadrimestre avaliado, no entanto, não foi alcançada. A taxa de mortalidade institucional no hospital deveria ter ficado abaixo de 7,79% no período, mas chegou a 10,12%. O índice mede o percentual de óbitos após 24 horas de internação. A direção do HPS atribuiu o não cumprimento a fatores como o aumento da violência e das vítimas de armas de fogo no município e a própria natureza do hospital, que atende a urgências e emergências clínicas e cirúrgicas de atenção hospitalar de média e alta complexidade. Os técnicos da comissão responsável por aprovar o repasse das verbas acataram a justificativa.
Conforme o diretor geral do HPS, Clorivaldo Rocha Corrêa, as outras metas foram alcançadas pela unidade. Segundo ele, a taxa de mortalidade infantil ficou zerada, enquanto o pactuado com a SES foi de até 10,83%. Já a taxa de atendimento das referências macrorregionais chegou a 21,4%, ante os 19,3% pactuados. O número leva em consideração a quantidade de pacientes que o HPS conseguiu atender diante da população de 1,6 milhão para a qual o hospital é referência em toda a região. Outra taxa que a unidade conseguiu cumprir foi a de ocupação hospitalar, que atingiu 63,97%. O pactuado havia sido 57,72%. Este índice, conforme a direção do hospital, baseia-se no número de autorizações de internação hospitalar (AIH) faturadas. Hoje contamos com 128 leitos. Às vezes, estamos com todos eles cheios, mas nem todos os pacientes estão internados; podem estar somente em observação, explica Simone.
Os valores transferidos servirão para melhorarmos a qualidade do hospital, com a aquisição de eletrocardiógrafo, camas hospitalares e novos autoclaves, entre outros, disse Clorivaldo.








