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Homem ateia fogo em menina de 12 anos na Cidade Alta


Por Sandra Zanella

26/06/2013 às 16h49

Atualizada às 19h49

Uma adolescente de 12 anos sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus no braço direito após um homem jogar gasolina e atear fogo nela em via pública, na manhã de ontem, no Bairro Jardim Casablanca, na Cidade Alta. A mãe da vítima, 35, contou que a filha brincava de bicicleta com algumas crianças perto de onde mora, na Rua A, quando aconteceu o crime, por volta das 10h. Segundo a dona de casa, o suspeito estaria mexendo em um carro e teria machucado o dedo, sendo motivo de risada do grupo. Em seguida, ele teria pedido um copo d’água ao irmão da vítima, mas ela teria dito para ele não servir o líquido, iniciando uma discussão entre a jovem e o homem. Depois de ameaçar incendiar a adolescente, o criminoso pegou um recipiente com gasolina e lançou o produto inflamável sobre o corpo dela, ateando fogo. 

"Meu filho e um outro rapaz jogaram água para apagar as chamas, senão, ela tinha se queimado toda", disse a mãe da vítima. A jovem foi socorrida e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Pedro. Segundo a Secretaria de Saúde, a paciente foi medicada, ficou em observação e foi liberada sob orientações médicas. "Ela já está em casa, mas vai ter que passar por cirurgia", informou a dona de casa ontem à tarde, acrescentando que a adolescente vai precisar fazer enxerto no braço devido à gravidade das lesões. A mulher contou que outra filha dela, de 10 anos, também estava no local e foi atingida superficialmente pelas chamas. "Ela está com três bolhas na perna. Por pouco, o fogo não pegou no meu neto de 2 anos. Sorte que ele correu." 

A Polícia Militar foi acionada e registrou a ocorrência de lesão corporal enquanto a mãe acompanhava a filha na UPA. Militares fizeram rastreamento no Jardim Casablanca e região na tentativa de localizar o criminoso, mas ele não foi encontrado. Conforme a mãe da vítima, o suspeito teria cerca de 20 anos . "Eu e meus filhos estamos correndo perigo. Estou com muito medo", desabafou a mulher. Ela disse que estava em reunião de colégio quando aconteceu o crime.

De acordo com o coordenador de policiamento do 27º Batalhão da PM tenente Breno Thamer, a ocorrência será acompanhada. "É um caso que está fora da nossa rotina. Vamos fazer visita tranquilizadora à família e colher mais informações para subsidiar a investigação da Polícia Civil." Ele garantiu que o policiamento é feito diariamente no Jardim Casablanca pelas viaturas de atendimento e especializadas.