Três homens são indiciados por homicídio de camelô
Três homens foram indiciados por homicídio qualificado por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima no caso da morte do camelô Glauco Ramos Ferreira da Silva, 35, assassinado no Largo do Riachuelo, no último dia 17. Os indiciados são Joaquim Daniel da Conceição Magalhães, 21, que está preso em Montes Claros (MG), Webert Clayton Barbosa, 25, preso em flagrante no dia crime, e um terceiro envolvido, que ainda está em liberdade e seria o responsável por fornecer um automóvel para a fuga dos suspeitos. Se condenados, eles poderão cumprir pena que varia de 12 a 30 anos de prisão cada um. O inquérito foi concluído ontem pela delegada Mariana Veiga, da 7ª Delegacia Distrital. Segundo ela, todos os indiciados, inclusive os que já estão presos, terão solicitadas suas prisões preventivas. A medida visa vincular a prisão deles a este homicídio, explicou, referindo-se aos que já estão na cadeia. O inquérito seria remetido ainda ontem à Justiça. Um cópia também seguirá para a Vara da Infância e da Juventude, para dar prosseguimento ao processo de dois adolescentes envolvidos na execução.
O laudo de necropsia apontou que Glauco foi atingido por 12 projéteis de arma de fogo, sendo sete na parte anterior do corpo e cinco na posterior. A morte foi causada por politraumatismo. Conforme a delegada, ficaram esclarecidas as autorias do crime, assim como a motivação: um acerto de contas relacionado ao tráfico de entorpecentes. As imagens do circuito de uma agência bancária, que teria captado cenas do crime ainda não foram liberadas pelo banco. Mas, assim que tivermos acesso a elas, serão anexadas ao processo, explicou a delegada.








