Propaganda sai das ruas para a TV
A diminuição da propaganda eleitoral nas ruas em relação ao primeiro turno não é nenhuma surpresa dada a queda natural no número de candidatos, que passaram de 459 (453 concorrentes a vereador e seis a prefeito) para apenas os dois remanescentes na disputa pela PJF. Mesmo assim, à exceção do corpo a corpo de Bruno Siqueira (PMDB) e Margarida Salomão (PT) nos bairros e o contato de ambos com diferentes categorias (que permanece intacto, a julgar pelas agendas), a campanha tangível – com bandeiras, placas, cavaletes, adesivos, cardoors e panfletos – estão menos presentes na Região Central do que se costuma esperar às vésperas do segundo turno.
Ao invés disso, os candidatos têm concentrado suas forças nos discursos: nos programas de rádio, de TV e nos debates (ou ainda nos compactos dos debates reproduzidos nos programas de TV), o palavrório tem sido mais intenso nesta segunda fase da corrida à PJF, seja para criticar ou defender a proposta de Margarida sobre redução de IPTU e ISS ou para atacar ou celebrar o apoio do governador Antonio Anastasia (PSDB), do senador tucano Aécio Neves e da cúpula do PSDB estadual a Bruno Siqueira.
No tradicional Calçadão da Rua Halfeld, algumas placas ainda resistem ao longo da via, na qual quatro banquinhas de distribuição de panfletos foram instaladas, sendo duas de Bruno, entre a Avenida Rio Branco e o Banco do Brasil, e duas de Margarida, entre a mesma instituição financeira e o Cine-Theatro Central. Mesmo nesse cenário em que cabos eleitorais de ambos disputam a atenção e a simpatia dos mesmos eleitores, o apelo visual perdeu espaço para os discursos. A promessa de baixar impostos feita por Margarida dominou de tal forma a campanha petista que foi explorada até nos materiais restantes na rua.
No Calçadão da Rua Halfeld e no Parque Halfeld, os costumeiros cavaletes – que viraram figurinha fácil no primeiro turno – abdicaram de expor a foto da candidata para relatar sua proposta tributária. A peça dividiu espaço com cavaletes de Bruno, os mesmos utilizados na primeira fase. Depois do Calçadão, a via preferida dos candidatos têm sido a Avenida Presidente Itamar Franco, onde cavaletes também têm sido deixados em fila ao longo do passeio central. Mesmo assim, a quantidade diminuiu, bem como a das bandeiras de Bruno acenadas na esquina da antiga Independência com a Rio Branco ou nas proximidades da Praça Antônio Carlos.
Mesmo que a intensidade tenha caído, a campanha nas ruas, com distribuição de material e exposição de propaganda, pode ser feita até o sábado, véspera da eleição, dia em que também podem circular carros de som ou ser realizadas caminhadas e carreatas. Na TV e no rádio, os horários eleitorais e inserções de rádio e TV terminam amanhã. No domingo de eleição, só valem as postagens na internet e a manifestação individual e silenciosa de cada eleitor.







