Homem morre atropelado por trem na Zona Norte
Segundo a MRS, acidente aconteceu em trecho corrido, onde não é permitido o trânsito de pedestres

Um homem de 32 anos morreu atropelado por uma composição férrea, no início da tarde desta quarta-feira (25), na altura de um pontilhão no Bairro Ponte Preta, Zona Norte de Juiz de Fora. Segundo a Polícia Militar, Robevânio Nivaldo da Silva estaria sentado sobre os trilhos e não teria reagido diante dos sinais sonoros do trem. Mesmo com o acionamento dos freios, a composição não parou a tempo de evitar o atropelamento. O óbito foi atestado por um médico do Samu. A perícia da Polícia Civil realizou os levantamentos, e o corpo foi encaminhado para necropsia no Instituto Médico Legal (IML).
De acordo com a MRS, concessionária que administra a ferrovia, o acidente aconteceu em trecho corrido, onde não é permitido o trânsito de pedestres. “As condições operacionais estavam perfeitas e, como de costume, todos os procedimentos para evitar o acidente foram utilizados (acionamento de buzina, luzes, sinos e aplicação dos freios de emergência).”
Passarela subutilizada
Matéria publicada pela Tribuna no último dia 11 mostrou que a passarela para pedestres, construída há cerca de sete anos pela MRS no Ponte Preta, próximo ao local do atropelamento, é subutilizada pelos moradores. Devido à demora de, aproximadamente, quatro minutos para cruzar a estrutura e chegar ao outro lado da Avenida Marginal, os pedestres preferem fazer a travessia sobre os trilhos, ignorando os riscos de uma possível desatenção com a proximidade de um trem.
Além do tempo gasto, eles alegam que a passarela é muito elevada para quem sofre de labirintite, por exemplo, e perigosa, sobretudo à noite, por não ter iluminação. Na ocasião da reportagem, a MRS destacou que as passagens não oficiais “são extremamente perigosas”.









