Crianças agridem funcionária de loja para roubar celulares
Dois irmãos, de 10 e 11 anos, e uma terceira criança não identificada, teriam agredido a funcionária de uma loja de celulares no Calçadão da Rua Halfeld, no Centro, para tentar levar os aparelhos telefônicos expostos. O fato, que chamou a atenção por se tratar de crianças, foi registrado pela Polícia Militar no início da noite de quarta-feira (24). Segundo a ocorrência, a mulher, 27, relatou que estava arrumando a vitrine, quando foi surpreendida pelo trio, que invadiu o estabelecimento. Um dos integrantes teria puxado o cabelo da vítima, enquanto os outros dois teriam tentado pegar os telefones. Diante da ação, a funcionária começou a gritar, e os meninos foram embora sem levar os objetos.
Militares que faziam o policiamento preventivo na região foram comunicados sobre o caso e conseguiram identificar e encontrar os dois irmãos. Eles foram levados para a loja, onde foram reconhecidos pela vítima, e aguardaram a chegada de uma representante do Conselho Tutelar Sul/Oeste. A conselheira entregou as crianças à mãe, 28, que também compareceu ao local. A família foi levada para casa com apoio de uma viatura da 30ª Companhia da PM. A ocorrência despertou também a atenção de quem passava pela Halfeld, causando uma aglomeração de pessoas no entorno do estabelecimento.
A gerente da loja preferiu não se identificar, mas contou que todos ficaram chocados com a situação. Foi muito constrangedor, porque as crianças faltaram com respeito. Ficavam fazendo xingamentos e ameaças, tanto aos funcionários, quanto aos policiais, enquanto aguardávamos o Conselho Tutelar. Segundo ela, os dois irmãos costumam ficar na região do Calçadão. Eles são conhecidos, porque sempre estão aqui pedindo dinheiro. Já até jogaram pedra contra a loja há um tempo.
Ainda conforme a gerente, a intenção dos meninos seria abrir a vitrine. Eles agrediram a funcionária para pegar a chave e retirar os aparelhos de lá. Todos ficamos de mãos atadas, porque elas (crianças) têm muito mais direito do que a gente e vão continuar na rua, desabafou.








