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Incêndio destrói parte de galpão de fábrica


Por Tribuna

25/02/2012 às 07h00

Chamas queimaram 900 mil cartelas de ovo

Chamas queimaram 900 mil cartelas de ovo

Um incêndio na fábrica Embalagem de Polpa Moldada (EPM), no parque industrial da Paraibuna Embalagens, mobilizou o Corpo de Bombeiros, durante a manhã e parte da tarde de ontem, na Avenida Antônio Simão Firjan, no Distrito Industrial, Zona Norte. O fogo teve início, por volta das 7h30, no interior de um galpão de 600 metros quadrados, com estrutura metálica e de alvenaria, e telhado de amianto. As chamas destruíram parte da construção e cerca de 900 mil cartelas de ovos que estavam estocadas, além de peças de madeira que seriam utilizadas para o empilhamento.

O combate ao fogo começou a ser feito pelos próprios funcionários, com auxílio de extintores e da rede de hidrantes do local. Cerca de 30 militares e sete viaturas, sendo três de combate a incêndio, foram empenhados na ocorrência. A equipe também contou com o apoio de três caminhões-pipa. Cerca de duas horas e meia depois do início dos trabalhos, as chamas foram controladas, e o material queimado foi isolado. No entanto, o rescaldo só terminou às 14h, depois de serem gastos cerca de 90 mil litros de água.

A operação foi liderada pelo comandante do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, tenente-coronel Anderson Luiz Esteves Gomes. De acordo com o assessor de comunicação do 4º BBM, capitão Marcos Moreira Santiago, a suspeita é de que o incêndio tenha começado no processo de fabricação das embalagens. "Elas são feitas em um forno aquecido e vão para o estoque. Segundo o responsável, pode ter começado pelo próprio modo de produção. Alguma peça pode ter saído superaquecida e sido empilhada, dando origem ao fogo." O capitão informou que o fogo foi controlado rapidamente, mas os bombeiros tiveram um intenso trabalho para fazer o resfriamento e impedir a reignição das chamas.

"Conseguimos confinar o fogo nesse galpão, para que não se espalhasse para os outros. Mas as bandejas de ovos estavam bem prensadas e, por isso, tivemos dificuldade em encharcá-las bem, porque dependem de muito resfriamento para não voltarem a queimar", explicou o assessor. Conforme ele, a grande quantidade de fumaça que saiu do local foi resultado desse trabalho de resfriamento das embalagens, que são altamente inflamáveis. "Contamos com o auxílio de uma pá mecânica para remexer o material."