Incêndio destrói parte de galpão de fábrica

Chamas queimaram 900 mil cartelas de ovo
Um incêndio na fábrica Embalagem de Polpa Moldada (EPM), no parque industrial da Paraibuna Embalagens, mobilizou o Corpo de Bombeiros, durante a manhã e parte da tarde de ontem, na Avenida Antônio Simão Firjan, no Distrito Industrial, Zona Norte. O fogo teve início, por volta das 7h30, no interior de um galpão de 600 metros quadrados, com estrutura metálica e de alvenaria, e telhado de amianto. As chamas destruíram parte da construção e cerca de 900 mil cartelas de ovos que estavam estocadas, além de peças de madeira que seriam utilizadas para o empilhamento.
O combate ao fogo começou a ser feito pelos próprios funcionários, com auxílio de extintores e da rede de hidrantes do local. Cerca de 30 militares e sete viaturas, sendo três de combate a incêndio, foram empenhados na ocorrência. A equipe também contou com o apoio de três caminhões-pipa. Cerca de duas horas e meia depois do início dos trabalhos, as chamas foram controladas, e o material queimado foi isolado. No entanto, o rescaldo só terminou às 14h, depois de serem gastos cerca de 90 mil litros de água.
A operação foi liderada pelo comandante do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, tenente-coronel Anderson Luiz Esteves Gomes. De acordo com o assessor de comunicação do 4º BBM, capitão Marcos Moreira Santiago, a suspeita é de que o incêndio tenha começado no processo de fabricação das embalagens. "Elas são feitas em um forno aquecido e vão para o estoque. Segundo o responsável, pode ter começado pelo próprio modo de produção. Alguma peça pode ter saído superaquecida e sido empilhada, dando origem ao fogo." O capitão informou que o fogo foi controlado rapidamente, mas os bombeiros tiveram um intenso trabalho para fazer o resfriamento e impedir a reignição das chamas.
"Conseguimos confinar o fogo nesse galpão, para que não se espalhasse para os outros. Mas as bandejas de ovos estavam bem prensadas e, por isso, tivemos dificuldade em encharcá-las bem, porque dependem de muito resfriamento para não voltarem a queimar", explicou o assessor. Conforme ele, a grande quantidade de fumaça que saiu do local foi resultado desse trabalho de resfriamento das embalagens, que são altamente inflamáveis. "Contamos com o auxílio de uma pá mecânica para remexer o material."








