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Vazamento de gás interdita parte da JK


Por Sandra Zanella

24/12/2011 às 07h00

Acidente ocorreu em frente à UPA da Zona Norte

Acidente ocorreu em frente à UPA da Zona Norte

Um vazamento de gás natural na tubulação da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) causou a interdição parcial da Avenida JK por cerca de três horas na manhã de ontem. O incidente aconteceu em frente à obra da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte, na altura do Bairro Nova Era. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 7h30 por populares que teriam sentido o forte odor. Além de providenciar a interdição do entorno do bueiro, junto ao canteiro central da avenida, os militares atuaram na prevenção devido à possibilidade de explosão. Uma equipe da Gasmig esteve no local com equipamento para medir a extensão do vazamento e avaliar os riscos.

O coordenador do centro de distribuição da Mantiqueira da companhia, Alexandre Dusi, garantiu que não houve perigo, porque o gás natural se espalhou e porque o caso aconteceu em um ambiente aberto. "Em nenhum momento houve risco iminente de explosão. O gás natural se dissipa na atmosfera com mais facilidade do que o gás de cozinha (GLP)." De acordo com ele, o problema não prejudicou o fornecimento aos clientes abastecidos pela tubulação, que tem 40 quilômetros e vai de Chapéu D’Uvas até o Bairro Poço Rico, na Zona Sudeste. Ainda conforme o coordenador, essa foi a primeira vez em que aconteceu uma situação dessa na rede, em funcionamento desde 1995. Ele cogitou um possível desgaste na válvula, já que a própria água da chuva acabaria entrando no compartimento no qual fica a tubulação.

Segundo ele, o vazamento aconteceu em um componente da válvula que leva a substância para um posto de combustíveis em frente, onde é comercializado o gás natural veicular (GNV). No entanto, conforme Alexandre, o estabelecimento não teve o abastecimento comprometido devido à presença de um reservatório. Para abrir a tampa do bueiro onde foi identificado o problema, a Avenida JK precisou ficar fechada por cerca de dez minutos. Esse foi o momento considerado "mais delicado" por Alexandre. No restante do período em que o trabalho foi realizado, a interdição aconteceu em uma das pistas de cada sentido. Policiais militares e agentes da Settra controlaram o tráfego, que ficou lento. Por volta das 10h30, um funcionário da Gasmig, equipado com máscara de oxigênio, conseguiu conter o vazamento. Em seguida, foi providenciado o reparo. De acordo com o coordenador da Gasmig, as causas do incidente ainda serão analisadas.